Somos todos irmãos: este é o tempo da conversão. Artigo de Tonio Dell’Olio

A Itália é um dos principais locais de desembarque de migrantes. (Foto: Reprodução | Redes Sociais)

Mais Lidos

  • João Pessoa/PB em “alta”: turismo, mercado imobiliário e os problemas de viver. Artigo de Sérgio Botton Barcellos e Henry Santos

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

    O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Março 2023

É preciso converter as lágrimas sinceras em obediência ao mandamento de não matar.

A opinião é de Tonio Dell’Olio, padre, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 27-02-2023. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A procissão de declarações políticas sobre os cadáveres da praia de Cutro, na Calábria, Itália, acrescenta amargura à dor. “A culpa é dos traficantes”, diz um. O outro repercute ao dizer que “temos razão em querer detê-los nos pontos de partida”. Naturalmente, para seu próprio bem e sua incolumidade. E outros ainda trovejam que “ninguém deveria se permitir especular politicamente sobre essas mortes”.

Enquanto isso, os corpos jazem sob os lençóis brancos, e um prefeito deixa escapar: “Não temos muitos lugares prontos em nosso pequeno cemitério”. E as lágrimas não são suficientes para dizer a dor.

Se, nas palavras, a vida vem em primeiro lugar, então é preciso fazer de tudo. Com ou sem a Europa, com ou sem o consentimento do governo italiano. Somos todos irmãos. Para os cristãos, este é o tempo da conversão.

E se tentássemos espalhar cinzas sobre as leis que impõem que se dê a volta por cima, que não se salve a todos, que se pague pela chantagem dos traficantes? É especulação? Talvez seja simplesmente a tentativa de converter as lágrimas sinceras em obediência ao mandamento de não matar.

Leia mais