Nota do Cimi em defesa da democracia: golpistas devem ser punidos com severidade

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09 Janeiro 2023

"Esperamos que todas as responsabilidades políticas, cíveis e criminais sejam apuradas e que os principais articuladores destes atos violentos sejam punidos com severidade", afirma o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em nota sobre em defesa da democracia e pedindo punição aos golpistas que invadiram as sedes dos três poderes brasileiros.

Eis a nota.

O Conselho Indigenista MissionárioCimi repudia e condena a criminosa invasão e depredação das sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF) por parte de grupos de extrema direita durante a tarde deste domingo, dia 8 de janeiro, em Brasília. Tais atos golpistas confirmam a herança de destruição, fascismo e autoritarismo que o governo do anterior presidente da República legou ao país. Além de um Estado arrasado, ele promoveu a divisão de famílias e comunidades e a manipulação das consciências, bem como a radicalização de uma extrema direita que defende a ditadura, a violência e o racismo.

Esperamos que todas as responsabilidades políticas, cíveis e criminais sejam apuradas e que os principais articuladores destes atos violentos sejam punidos com severidade. Empresários que financiam os atos antidemocráticos, comentaristas que insuflam a violência nas redes e meios de comunicação, representantes políticos que continuam apoiando os atos contra a Constituição Federal, policiais que colaboraram de forma ativa ou passiva com a impunidade destes atos, assim como os responsáveis pelo governo omisso e conivente do Distrito Federal e, principalmente, aquele que nos últimos quatro anos usou o poder de presidente da República para instalar um projeto de morte no país: todos eles devem ser responsabilizados. Sem Anistia!

Em 2022, a sociedade brasileira superou através das urnas, de forma pacífica, o projeto antidemocrático que vigorou no país durante quatro anos. O Brasil deu a si a oportunidade de retomar a esperança, a convivência e a alegria, a possibilidade de construirmos uma sociedade mais justa, plural e em paz.

O Cimi nasceu 50 anos atrás em plena Ditadura Militar e lutou junto aos povos indígenas e a toda a sociedade brasileira pela recuperação da democracia e dos direitos. Hoje, junto com toda a Igreja, as entidades pastorais, os povos originários, a sociedade civil organizada e todas as pessoas de bem, declaramos que não aceitaremos nenhum passo atrás nem abriremos mão daquilo que foi conquistado pela luta e pela entrega dos que nos precederam. Na ternura e na esperança, continuaremos firmes promovendo a convivência, a paz, a democracia e a justiça.

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