Povos indígenas pedem às igrejas reconhecimento de sua identidade

Foto: Mídia Índia

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Setembro 2022

 

Direitos indígenas e justiça climática são a mesma coisa, disse a delegada da Igreja da Suécia e representante do Conselho Sami, Julia Rensbert, numa pré-assembleia. O encontro reuniu 40 representantes de diferentes povos indígenas que redigiram recomendações e demandas à 11ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunida em Karlsruhe, Alemanha, de 31 de agosto a 8 de setembro sob o tema “O amor de Cristo leva o mundo à reconciliação e à unidade”.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

“Temos que nos unir como igrejas em escala mundial para nos ajudar a sobreviver a esta crise climática”, enfatizou Rensbert. O apelo da representante Sami foi registrado. “O caminho da reconciliação passa pelo restabelecimento da justiça, porque sem justiça não podemos ser iguais”. Essa reconciliação não se restringe às relações humanas, mas também “na relação quebrada da humanidade com a criação”, afirma a mensagem da pré-assembleia enviada ao plenário do evento maior.

 

Os povos indígenas representados pediram apoio do CMI e das igrejas para que possam recuperar a identidade que Deus lhes deu. A cura dos traumas históricos é intergeracional, afeta o seu bem-estar mental e físico, e está diretamente relacionado à cura e ao bem-estar de suas terras, águas e ar que respiram, justificaram.

 

A mensagem reforça que os povos indígenas encontram na terra as raízes de sua identidade e existência. Ela pede que as igrejas do Norte pressionem seus governos para deter e frear os projetos extrativistas e de exploração que só visam ao crescimento econômico.

 

Na celebração do Tempo da Criação, dia 1º de setembro, a moderadora do grupo de trabalho do CMI Joy Kennedy trouxe um apelo pessoal para com o cuidado do planeta. “Estou há muitos anos no grupo de trabalho sobre mudança climática do CMI. Sou avó e me concentro na justiça intergeracional porque o câmbio climático está afetando todo o mundo, mas em particular jovens e nascituros. Por ser avó, sinto que devemos mudar nosso modo de vida neste planeta para que tenhamos um futuro de sobrevivência”.

 

A 11ª Assembleia do CMI está reunida em Karlsruhe, uma cidade construída há mais de 300 anos sem muralhas, aberta, num tempo em que outras cidades se escondiam atrás de fortificações. Ela é uma comunidade de acolhida.

 

Leia mais