Número de pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão aumenta 214% no RS

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26 Mai 2022

 

O Rio Grande do Sul soma 107 pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão entre 1º de janeiro e 22 de maio deste ano. A média é de 21,4 casos por mês. No mesmo período do ano passado, foram 34 trabalhadores resgatados. Na comparação entre os dois períodos, o aumento foi de 214%. E, em todo o ano de 2021, foram 76 pessoas resgatadas no Estado. As informações são do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT).

 

A reportagem é de André Malinoski, publicada por RBS, 25-050-2022.

 

O procurador do Trabalho Lucas Santos Fernandes, coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do MPT, elenca algumas situações para explicar o crescimento no número de ocorrências:

 

— Um pouco disso se deve aos índices de pobreza e à maior vulnerabilidade social, oriundos tanto da crise econômica quanto da pandemia de covid-19. Há o aumento das denúncias, que permitem que a fiscalização esteja presente. No Brasil, em 2021, houve um crescimento de 70% no número de denúncias em relação ao ano anterior. Então, a sociedade está mais consciente, também.

 


Em Bom Jesus, onde 80 trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão, condições de alojamento eram ruins. Foto: MPT-RS

 

A cidade de Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra, lidera o ranking dos municípios gaúchos relacionado ao problema. Foram 80 trabalhadores resgatados somente em abril, de uma propriedade rural localizada em Morro Chato, no interior do município. As pessoas, vindas da Bahia, da Paraíba e do Maranhão, viviam em situação precária, com promessa enganosa de emprego, falta de registro de alguns trabalhadores, pagamento de salários inferiores ao piso da categoria e péssimas condições de alojamento. Todos trabalhavam na colheita de maçãs. São Francisco de Paula, na região da Serra, com 14 casos, e São Borja, na Fronteira Oeste, com sete, aparecem na sequência da lista.

 

A íntegra da reportagem pode ser lida neste link.

 

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