Carta aberta ao papa: “Os jovens têm direito a um futuro não envenenado pela violência, pela destruição e pela morte”

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05 Mai 2022

 

“Os jovens são o futuro, têm direito a um futuro não envenenado pela violência, pela destruição e pela morte.”

 

É assim que o Prof. Gustavo Zagrebelsky, presidente emérito da Corte Constitucional da Itália, como muitos outros signatários, explica os motivos da sua adesão à carta aberta ao papa.

 

O artigo foi publicado em Chiesa di tutti, Chiesa dei Poveri, 04-05-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

 

Aderi à iniciativa de uma carta ao papa, agradecendo a oportunidade que me foi dada de fazer algo: algo em relação àquilo que nos diz respeito; depois talvez a Providência, se o merecermos, tirará disso consequências benéficas.

 

Acrescento um pensamento. Nesta noite, assisti a um concerto da orquestra venezuelana Abreu, formada por jovens e muito jovens que executaram magnificamente, com paixão, alegria e disciplina, nada menos que a Primeira Sinfonia de Mahler. No fim, eles riam e se abraçavam. O público, formado por pessoas como nós, literalmente chorava de comoção.

 

O que esse contraste diz? Talvez você diga: o que isso tem a ver? A conexão ficou clara para mim.

 

Nós somos velhos, vivemos, temos as nossas culpas. Mas os jovens, não. Eles são inocentes, e não há mal maior do que a dor infligida aos inocentes. Não há necessidade de que seja Dostoiévski a dizer isso. Qualquer um entende.

 

O mal da guerra e da destruição é um mal na enésima potência, totalmente injustificado, se olharmos para as crianças, os jovens, os mais jovens, que deveriam ter diante de si um futuro de paz, de criatividade, de alegria.

 

Essa é a premissa para uma proposta de integração do documento, que por si só é muito nobre (embora ainda seja possível trabalhar nele). Por que não propor que a pessoa enviada pelo papa, seja Merkel ou qualquer outra, seja acompanhada por um grupo de jovens de todo o mundo, representando a vida que está diante da sua geração, que corre o risco de ser privada de um bem fundamental como a esperança de um futuro não envenenado pela violência, pela destruição e pela morte?

 

Desculpe-me por esta sugestão que não quer ser uma divagação e é o reflexo da impressão que provocou em mim essa orquestra de jovens arrancados da rua e das favelas, e seriamente comprometidos a construir um futuro de responsabilidade e beleza para eles mesmos e para todos.

 

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