Mais uma fuga do roteiro de Francisco: recebe um telefonema durante a audiência geral

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12 Agosto 2021

 

O Papa desperta a curiosidade dos fiéis ao interromper as saudações finais para atender uma chamada ao celular. Dos sapatos pretos às surpresas no centro de Roma, todas as fugas do roteiro de Bergoglio.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 11-08-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

A última fuga do roteiro foi esta manhã. No final da audiência geral de quarta-feira, o Papa desperta a curiosidade dos fiéis ao interromper as saudações finais para responder a uma chamada de celular, particularmente urgente. A Santa Sé comunicou apenas que se tratava de uma chamada privada. Olhando para a tela do telefone, no entanto, parece que quem está falando com o Papa é o substituto Edgar Peña Parra, para uma conversa de trabalho evidentemente importante. Francisco pega o celular de um seu assistente. E, antes de se ausentar por alguns minutos, gesticula levemente enquanto conversa. Depois retorna à Sala Paulo VI para concluir as saudações interrompidas.

 

Fuga do roteiro na ordem do dia

 

As fugas do roteiro estão na ordem do dia deste papado. E todos comunicam a imagem de um Papa que quer ser normal: “Devemos ser normais”, disse já em 2013, poucas semanas depois da sua eleição ao trono de Pedro, dirigindo-se aos jornalistas durante o voo que o trazia de volta para Roma do Brasil.

A normalidade é o segredo de Francisco, um estilo de vida que também o caracterizou em Buenos Aires, quando como arcebispo fazia fila como um simples fiel às procissões que voltavam da catedral da Santíssima Trindade aos bairros mais periféricos. Ou quando decidiu sair a pé da cúria para ir de metrô celebrar missa nas favelas da capital argentina. Quando, voltando do Rio, falou aos jornalistas sobre a necessidade de ser normal, pois havia recentemente surpreendido o mundo ao subir a escada do avião carregando sozinho sua bolsa preta com o aparelho de barba, a agenda, o breviário e um livro.

 

A escolha da Casa Santa Marta e os óculos na loja

 

Até mesmo logo após à eleição, em março de 2013, ele surpreendeu ao escolher ir morar em dois quartos na Casa Santa Marta, renunciando ao apartamento papal no alto do palácio apostólico. Morar na Casa Santa Marta significa para ele ter mais oportunidades de encontrar pessoas, mais contatos, ser de fato um pastor acessível. Também naquela época decidiu ir pessoalmente, já vestido de branco, pagar a conta na Casa do Clero que o hospedara antes do conclave no centro de Roma. Foi a primeira saída do Vaticano. Seguiram-se outras, como a visita à ótica na via del Babuino para consertar seus óculos.

Francisco aboliu todas as barreiras entre ele e o povo. Qualquer pessoa pode receber um telefonema dele, muitos conseguiram contatá-lo simplesmente escrevendo uma carta. A normalidade, em seu pontificado, está também na gestão da "família pontifícia". Os secretários não existem mais. O Papa simplesmente tem colaboradores, que mudam depois de alguns anos de serviço. Ele não quer filtros particulares com o exterior. É ele quem gerencia os encontros e também, muitas vezes, as entrevistas com os jornalistas.

 

Sapatos pretos em vez de vermelhos e nada de férias

 

O Papa decidiu, após a eleição, continuar a usar os seus sapatos pretos, evidentemente mais confortáveis do que os vermelhos que a etiqueta gostaria que o sucessor de Pedro usasse. E, em descontinuidade com seus antecessores, decidiu não tirar férias. Tudo começou em Buenos Aires. Um ano, por motivos de saúde, ele não saiu da cúria no verão. E descobriu que aquela maneira de passar o período estivo, entre leituras e mais encontros com pessoas, era a mais adequada para ele. Assim continuou fazendo isso em Roma, decidindo inclusive que a residência de Castelgandolfo, onde seus antecessores passavam semanas inteiras em agosto, se tornaria um museu.

 

A refeição frugal

 

O Papa que deseja continuar a ser uma pessoa normal vive também o momento da refeição de uma forma simples. Exceto à noite, quando ocasionalmente janta sozinho no quarto, nos outros momentos faz as suas refeições no refeitório de Santa Marta, junto com os seus colaboradores ou com os hóspedes - muitas vezes bispos e cardeais - da mesma residência.

 

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