Com o Papa retorna o diálogo sereno sobre China e direitos

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30 Junho 2021

 

"A atmosfera cordial do encontro entre o Papa e Blinken foi diametralmente oposta à tempestuosa visita ao Vaticano de seu antecessor Mike Pompeo, que não foi recebido pelo Pontífice”. No pano de fundo da cisão na Igreja dos Estados Unidos em relação à negação da comunhão a Biden, um alto prelado do Vaticano descreve assim a conversa de ontem entre Francisco e o Secretário de Estado estadunidense, que marca uma clara descontinuidade das tensas relações diplomáticas da Santa Sé com a presidência Trump.

A reportagem é de Domenico Agasso, publicada por La Stampa, 29-06-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Nos 40 minutos do encontro, foram abordadas questões espinhosas - e potencialmente divisórias - como aquelas sobre a China. E foi reafirmado "o compromisso comum de promover a liberdade religiosa". Sempre em um clima "absolutamente tranquilo", conforme garantem o próprio Antony Blinken e a Santa Sé.

A questão de Pequim foi abordada depois que a diplomacia do Vaticano anunciou nos últimos dias que olha com preocupação o que está acontecendo em Hong Kong. Após um longo período de silêncio vaticano, que tinha acentuado o distanciamento das opiniões sobre as relações com a República Popular da China - adversária para Washington, interlocutora do acordo provisório sobre a nomeação de bispos para a Santa Sé – eis agora a declaração do "ministro das Relações Exteriores": "Hong Kong é objeto de interesse para nós. Podemos dizer palavras apropriadas que serão apreciadas pela imprensa internacional e em muitos países, mas não estamos convencidos de que poderiam fazer alguma diferença”.

Depois da cúpula de ontem, o nó com a China permanece, as perspectivas continuam distintas, mas um pouco menos distantes. A marcha a ré dos bispos estadunidenses, que renunciaram a negar a comunhão a Biden justamente na véspera da viagem de Blinken, "evitou qualquer constrangimento no encontro com o Papa”, assegura um monsenhor. Afora alguns acenos, o assunto não teria sido aprofundado. Bergoglio e o chefe da diplomacia dos Estados Unidos conversaram sobre pandemia, destacando a necessidade de ampliar a distribuição das vacinas. Sobre ecologia e imigração. Sobre o dossiê do Oriente Médio e "das crises humanitárias no Líbano, na Síria, na região etíope de Tigré". E depois a Venezuela: Blinken garantiu o apoio da Casa Branca às negociações para a reconciliação e a democracia em Caracas.

 

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