Amazonas e a Covid-19. Toda a equipe do barco-hospital Francisco foi infectada

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Março 2021

Dois barcos-hospitais enviados para comunidades remotas da região amazônica no Brasil para tratar pacientes da covid-19 tiveram operações suspensas depois de suas equipes inteiras testarem positivo para o coronavírus em 11 de fevereiro.

A reportagem Eduardo Campos Lima é publicada por Crux, 01-03-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Operado pela “Associação e Fraternidade Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus”, um instituto de inspiração franciscana o qual administra 74 instituições de saúde no Brasil, os barcos, nomeados Papa Francisco e Papa João Paulo II originalmente provém todos os tipos de cuidados médicos às comunidades ribeirinhas, mas iniciou o foco na covid-19 desde o começo de 2021.


O padre Nicolau Castro, coordenador da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis no hospital Providência de Deus em Juruti, deixa o hospital depois de lutar contra a covid-19. Foto: Cortesia da Associação Associação e Fraternidade São Francisco de Assis.

O epicentro de uma segunda onda da pandemia no Brasil, a região da Amazônia viu surgir novos casos ao passar dos últimos meses, e o sistema de saúde local virtualmente colapsou. Uma nova cepa do vírus foi identificada na cidade de Manaus, Amazonas, e é apontada por ser a causa do surto.

Mais contagiosa, a cepa é provavelmente a que afeta a equipe do barco-hospital, disse o técnico de enfermagem Marcelo Costa.

“Eu acredito que nós fomos infectados pela nova variante, porque tivemos sintomas atípicos, como vômito e nariz sangrando”, afirmou ao Crux.

Costa foi um dos mais afetados na equipe, que conta com 26 pessoas. Ele teve 30% dos seus pulmões atingidos pela doença e sofreu com uma forte dor de cabeça, febre alta e fadiga.

Ele explicou que o barco teve uma importante missão em janeiro depois que um rigoroso lockdown foi decretado pelo governo do estado do Pará. Eles visitaram comunidades ribeirinhas devastadas no Amazonas, tratando e transportando pacientes graves.

Em 30 de janeiro, a equipe médica e as tripulações dos barcos receberam a vacina da covid-19.

“Eu acredito que nós já estávamos infectados naquele momento. Cinco dias depois, os primeiros sintomas começaram a aparecer”, afirmou Costa.

Os médicos trataram os sintomas de seus colegas e as missões continuaram.

“Alguns de nós pensamos que foi um tipo de reação psicológica. Nós tínhamos de ser fortes, as comunidades precisam de nós”, acrescentou.

Em 11 de fevereiro, toda a equipe estava em quarentena pela doença e a missão foi suspensa. Os barcos foram à cidade de Juruti, onde a associação administra a clínica, e todos a bordo foram hospitalizados.

“Lá tivemos sete casos críticos. Eu fui desses. Eu passei sete dias no hospital”, afirmou Costa.

A íntegra desta reportagem, em inglês, pode ser lida neste link.

 

Leia mais