Colômbia. A generosidade útil de Bogotá aos migrantes

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

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24 Fevereiro 2021

Quando o presidente Iván Duque anunciou que a Colômbia concederá um status de proteção temporária por uma década a 1,7 milhão de migrantes venezuelanos presentes no país, a resposta internacional foi imediata e unânime. “Uma decisão histórica”, sintetizou Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para os refugiados. E o Papa Francisco expressou “reconhecimento”.

A reportagem é de Sara Gandolfi, publicada por Corriere della Sera, 23-02-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os refugiados poderão ter acesso a serviços essenciais – como educação, saúde, vacinas anti-Covid – e também ao mercado de trabalho. Em suma, poderão e deverão se integrar. Os Estados vizinhos fariam bem em prestar atenção. A medida é ousada. Oferece uma alternativa à xenofobia desenfreada na América Latina e à militarização das fronteiras, como ocorreu no Equador, Peru e Chile.

Ao mesmo tempo, é um sinal de resgate para a Colômbia que, nos anos 1980 e 1990, inundou seus vizinhos com desesperados em fuga da guerra civil. A abertura a quem agora foge do regime de Maduro (com o qual Bogotá tem relações muito tensas) e, portanto, da hiperinflação, da opressão política, da falta de alimentos e medicamentos é uma escolha pragmática e não totalmente desinteressada.

Ao regularizar todos os venezuelanos sem documentos no país, a Colômbia fortalecerá a segurança interna e o controle das políticas nacionais, pondo fim ao caos burocrático dos vistos temporários e com uma forte economia fiscal. Acolher as ondas migratórias com um plano de longo prazo, em vez de tentar contê-las (em vão), poderia fornecer um modelo para outros países. Não apenas nas Américas.

Será preciso um investimento importante. Mas a abordagem generosa de Bogotá, mesmo antes da pandemia, teve sucesso com os doadores internacionais. A Colômbia, que acolhe 37% dos migrantes venezuelanos na América Latina, atraiu 45% dos fundos recebidos da região em 2019 para cobrir os custos da crise. Agora, eles vão aumentar.

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