Iraque. Sem multidões e cuidado máximo, a viagem blindada do Papa

O logotipo da próxima viagem do Papa ao Iraque (Foto: Vatican Media)

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19 Fevereiro 2021

Bagdá, Erbil, Karaqosh, Ur dos Caldeus. Os seguranças do Papa estão empenhados em garantir a Francisco a oportunidade de visitar as cidades iraquianas escolhidas durante sua próxima viagem internacional, de 5 a 8 de março. Bergoglio deseja partir, renunciando também, principalmente por causa do Covid, a eventos com grandes missas. O encontro com o maior número de pessoas será a missa celebrada em Erbil, na qual, segundo o arcebispo caldeu Bashar Matti Warda, "estarão presentes cerca de dez mil pessoas", vinte mil a menos que a capacidade do estádio.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por Repubblica, 18-02-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Os presentes manterão distância e as aglomerações serão evitadas. A Santa Sé não parece estar preocupada neste momento com os últimos atentados que atingiram o Iraque e com as notícias de um Estado Islâmico que tenta levantar a cabeça. A viagem permanece em suspenso até o último minuto, mas parece mais pelos problemas que podem ser desencadeados pela pandemia do que por qualquer outra coisa.

Algumas das medidas tomadas para a Covid, no entanto, também servirão para a segurança. Na missa de Erbil, por exemplo, haverá 200 voluntários para regular o fluxo de fiéis e indicar os lugares onde sentar dentro do estádio: cada um dos fiéis participantes terá um crachá de identificação e um lugar estabelecido. O mesmo vai acontecer em outros eventos também. Cada participante será registrado.

Para Francisco é importante ir: mesmo que muitos iraquianos apenas verão os eventos papais na televisão, "verão que o Papa está em seu país", disse o próprio Francisco recentemente a um grupo de jornalistas da agência católica estadunidense Catholic News Service recebidos em audiência. Trata-se também de realizar o sonho da viagem de João Paulo II. Estava programada para 1 a 3 de dezembro de 1999. Não foi realizada porque Saddam Hussein, após negociações que duraram alguns meses, decidiu adiá-la. 

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