Alemanha. Um “curso para diáconas” prepara as mulheres da Igreja para quando chegue a aprovação...

Foto: Wikimedia Commons/Gabriele Delhey

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14 Setembro 2020

Na Casa Mãe das Irmãs Franciscanas em Waldbreitbach (Renânia-Palatinado), é oferecida uma qualificação chamada “Serviço de liderança diaconal para mulheres”. Um ‘curso para diáconas’ que visa preparar as mulheres para este ministério, embora a Igreja Católica ainda não o tenha aprovado.

“Como historiadora, sei que os processos de renovação e mudança levam muito tempo na Igreja”, reconhece a diretora da associação que criou o curso, a alemã Irmentraud Kobusch. Em conversa com Katolisch.de, desde a “Rede Diacônica de Mulheres”, Kobusch afirma que não pode “dizer quando, mas estou firmemente convencida, como todos os homens e mulheres da rede, de que os esforços para abrir o diaconato às mulheres darão frutos”.

A reportagem é de Lucía López Alonso, publicada por Religión Digital, 12-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Previsto para três anos de duração, o curso terá início em breve. “Agora, há 16 mulheres na linha de partida”, diz Kobusch. O curioso é que esta não é a primeira edição do curso, que já foi ministrado em 1999 e 2003. Mas, na perspectiva de Kobusch, agora vai se materializar em um panorama eclesial mais propício à reforma.

O curso visa que as mulheres interessadas “adquiram aptidões que possam utilizar em muitos lugares da Igreja”, partindo do princípio que, neste momento, estão empenhadas no trabalho social eclesial ou na “pastoral dos doentes e idosos”, mas não têm acesso para o diaconato.

“Devemos ter em mente que daqui a dois anos pode não ser possível sem virarmos as costas para a Igreja ou cair em uma raiva destrutiva e decepção”, explica Kobusch. O curso ajuda as mulheres a administrar a tensão gerada pelo veto sofrido e as convida à esperança.

Enquanto se formam em “diaconia, liturgia e proclamação. Sempre tendo em vista as necessidades das pessoas de hoje”. Irmentraud Kobusch afirma que as alunas devem realizar um caminho pessoal de reflexão sobre sua vocação. O papa Francisco, desde que foi realizado o Sínodo da Amazônia, assim como a Igreja alemã em meio ao seu processo sinodal, também tem muito a refletir para conseguir uma Igreja menos estrita, que inclua as mulheres em seus ministérios.

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