Zimbábue. Carta pastoral ecumênica alerta para situação crítica no país

Protestos contra o governo no Zimbábue. | Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Agosto 2020

Preocupados com a situação de opressão política, de deterioração das condições sociais e da escalada da violência, organismos ecumênicos internacionais dirigiram carta pastoral expressando solidariedade às igrejas e ao povo do Zimbábue “que anseia pela realização de seus direitos humanos, por justiça e por segurança física e econômica em suas comunidades”. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Cerca de metade da população do país enfrenta fome, desemprego, insegurança. “A contínua greve dos médicos fez com que milhões de zimbabuenses – incluindo crianças e mulheres grávidas – não tivessem acesso a cuidados médicos essenciais”, apontam as organizações ecumênicas.

Mapa do Zimbábue (Foto: Wikipédia)

Embora reconheçam a gravidade dos desafios expostos no país pela pandemia, a carta pastoral denuncia que as raízes da corrupção e do fracasso em proteger os direitos humanos estão nas estruturas falhas de governança e vem de longa data.

“Condenamos o uso crescente da força, da violência e da intimidação contra as pessoas que protestam contra essas falhas, visando particularmente aqueles que se opõem ao governo. Estamos particularmente preocupados com os maus-tratos a ativistas políticos e outros defensores dos direitos humanos. Condenamos com veemência o abuso sexual e a violência contra ativistas mulheres. Consideramos o encarceramento de jornalistas e líderes políticos inaceitáveis”, arrolam os missivistas.

Localização de Zimbábue, na África. (Foto: Actualitix)

Assinam a carta pastoral o secretário-geral interino do Conselho Mundial de Igrejas, reverendo Dr. Ioan Sauca; o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, reverendo Dr. Martin Junge; o secretário-geral da Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, reverendo Dr. Chris Ferguson; e o secretário-geral do Conselho Mundial Metodista, bispo Ivan M. Abrahams.

 

Leia mais