Após 70 anos, o primeiro encontro bilateral entre China e Vaticano

Igreja Católica em Kunming, China. Foto: Wikicommons

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Companhias aéreas europeias começam a cortar voos devido à guerra no Irã: Lufthansa anuncia 20 mil cancelamentos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Fevereiro 2020

O comunicado da Secretaria de Estado vaticana chegou à noite, o título não tem precedentes, e a notícia é histórica: “Encontro bilateral Santa Sé – República Popular da China”.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada em Corriere della Sera, 15-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Vaticano e a China não mantêm relações diplomáticas formais há 70 anos, desde que Mao tomou o poder, e o núncio Antonio Riberi foi forçado a deixar o país dois anos depois, no dia 5 de setembro de 1951.

Mas mesmo antes – as relações oficiais remontavam a 1942 – nunca houvera um encontro diplomático de tão alto nível: o arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados, e o ministro do Exterior chinês, Wang Yi, se encontraram às margens da Conferência sobre a Segurança de Munique 2020.

A conversa ocorreu “em um clima cordial” e ‘foram evocados os contatos entre as duas partes, desenvolvidos positivamente ao longo do tempo”, informa o Vaticano. A estratégia do diálogo com Pequim, desejada pelo Papa Francisco, já levou ao “acordo provisório” de 22 de setembro de 2018 sobre a nomeação dos bispos, após décadas de negociações às escondidas.

Os dois ministros do Exterior, na conversa, “destacaram a sua particular importância”. A nota vaticana dá a entender que se está trabalhando pelo restabelecimento das relações diplomáticas: “Renovou-se a vontade de prosseguir o diálogo institucional em nível bilateral para favorecer a vida da Igreja Católica e o bem do povo chinês”.

No encontro, “desejou-se uma maior cooperação internacional a fim de promover a convivência civil e a paz no mundo, e foram trocadas considerações sobre o diálogo intercultural e os direitos humanos”.

Depois, a apreciação comum pelos “esforços para erradicar a epidemia do coronavírus” e de “solidariedade em relação à população”. Por iniciativa do cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do papa, a Santa Sé enviou 700 mil máscaras hospitalares para a China para evitar o contágio. Quem noticiou isso foi o Global Times, a versão em inglês do Jornal do Povo, órgão do Partido Comunista Chinês.

Leia mais