Itália. "Desobedeçam às novas normas". O Sínodo valdense contra o decreto de Salvini apela aos prefeitos

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29 Agosto 2019

A igreja valdense contra o decreto de Salvini convida os prefeitos a desobedecer às novas normas. "As pessoas em situação mais marginal foram expostas ao risco de perder direitos civis e sociais e todas as igrejas são convidadas a agir nos territórios de pertencimento para a inclusão de todos e de todas com ações de sensibilização e pressão em relação às instituições locais para a liberação de residências" consta no texto que a assembleia do sínodo das igrejas metodista e valdense aprovou, reunido em Torre Pellice até 30 de agosto. Uma análise muito crítica dos dois decretos de segurança aprovados pelo governo dos M5Estrelas e Liga e que agora poderiam ser cancelados no caso de um governo Conte bis.

A reportagem é de Jacopo Ricca, publicada por La Repubblica, 28-08-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.  

A assembleia pediu à Diaconia, órgão que trata das ações sociais em nome da Tavola valdense, para "preparar e propor, em decorrência dos cortes nos serviços introduzidos pelo Decreto de Segurança, projetos de integração e acompanhamento", para "modular seu próprio trabalho de acolhimento, levando em consideração as situações sociais e políticas concretas dos territórios e desenvolvendo, a médio prazo, intervenções de inclusão, direcionadas de forma transversa aos 'últimos', sejam italianos ou estrangeiros”.

As comunidades protestantes estão particularmente preocupadas com a questão das autorizações de registro e concessões de residência para italianos e estrangeiros em situações marginais, como os titulares de proteção humanitária e subsidiária, os requerentes de asilo, mas também as submissões a procedimentos penais e administrativos: "Prefiguram-se limites para o acesso a direitos fundamentais, como direito à saúde e à assistência social sanitária, o direito à moradia e ao trabalho – consta no texto aprovado - Convidamos as Igrejas a solicitar que nas Prefeituras de sua área os prefeitos autorizem a liberação da residência, como já ocorreu em alguns municípios ou em decorrência de determinadas ordens judiciais”.

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