A Igreja da Inglaterra reconhece 3.300 denúncias por abusos sexuais. O número refere-se apenas a 2016

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12 Fevereiro 2018

A Igreja da Inglaterra recebeu 3.300 denúncias de abusos sexuais em apenas um ano, de acordo com informações divulgadas durante o Sínodo Geral que acontece esta semana.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 11-02-2018. A tradução é de André Langer.

Do total de casos que estão sendo investigados do ano 2016, 20% envolvem pessoas que trabalham para a Igreja Anglicana (ministros de culto, funcionários, etc.) e as demais acusações foram feitas contra voluntários ou outros membros da Igreja sem cargo oficial.

As vítimas seriam “na sua grande maioria, crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade que estão em comunidades da Igreja”, diz o relatório. Não foram informados os dados de quantos desses casos chegaram aos tribunais, mas as perdas em matéria de indenizações são estimadas em milionárias.

O bispo Peter Hancock, responsável da Igreja da Inglaterra em questões de segurança, divulgou esses dados em resposta a uma pergunta escrita formulada por um membro leigo do sínodo.

Nos últimos meses, o arcebispo de Canterbury e o líder da Igreja anglicana, Justin Welby, tem sido muito contundente ao condenar os casos de abusos sexuais. Welby reconheceu publicamente a pedofilia do falecido bispo George Bell, pelo qual a Igreja teve que pagar mais de 16 mil libras (18 mil euros) em indenizações à vítima da década de 1950.

Isso provocou as críticas de outros altos funcionários da Igreja, que consideram que o caso não foi suficientemente comprovado e que com isso se manchou o nome de um dos líderes anglicanos mais reconhecidos do século XX. Em março, Welby responderá a perguntas do Grupo de Investigação Independente sobre Abusos Sexuais Infantis, composto por especialistas que estão trabalhando para esclarecer casos de abusos sexuais que ocorreram no passado em algumas das grandes organizações britânicas.

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