El Salvador. Agora também a igreja pede perdão a Oscar Romero

São Romero | Foto: Wikimedia Commons

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29 Outubro 2018

Na homilia da Concelebração Eucarística de domingo, na capital de El Salvador, para render graças à recente canonização de São Oscar Romero, o arcebispo mons. José Luis Escobar Alas pediu perdão o bispo mártir. Esse é um gesto de grande relevância que era esperando há muito tempo, especialmente porque o próprio Papa Francisco havia denunciado que Mons. Romero foi martirizado duas vezes, antes e depois de sua morte em 24 de março de 1980.

A informação é publicada por Il Sismografo, 28-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O arcebispo de San Salvador disse, no domingo, diante das mais altas autoridades do país e das igrejas cristãs: "Peço desculpas por aquela parte da Igreja que maltratou Mons. Romero, que o caluniou, inclusive seus irmãos bispos "("Pido perdón por aquella parte de la Iglesia que maltrató a Monseñor Romero y lo difamó, incluido sus hermanos obispos").

Em 30 de outubro de 2015, na Sala Régia do Palácio Apostólico, no dia seguinte à beatificação de Mons. Romero, diante de um grande grupo de peregrinos salvadorenhos o Papa Francisco afirmou na conclusão do seu discurso: "Eu gostaria de acrescentar algo que talvez passe despercebido. O martírio de Dom Romero não foi pontual no momento da sua morte: foi um martírio-testemunho, sofrimento anterior, perseguição anterior, até a morte. Ele foi difamado, caluniado, sujado, já que o seu martírio foi continuado inclusive por irmãos dele no sacerdócio, no episcopado. Não digo isso por ouvir dizer, eu escutei essas coisas. É bom vê-lo também assim: como um homem que continua a ser um mártir. Pois bem, acho que agora quase ninguém mais se atreve a fazê-lo Depois de ter dado a sua vida, continuou a dá-la deixando-se açoitar por todas aquelas incompreensões e calúnias. Isso me dá força, só Deus sabe. Só Deus conhece as histórias das pessoas, e quantas vezes pessoas que já deram suas vidas ou que morreram continuam a ser apedrejados com a pedra mais dura que existe no mundo: a língua".

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