MapBiomas detalhará série histórica de emissões de gases de efeito estufa

Foto: NASA /Flickr CC

Mais Lidos

  • Mais uma vez nos dizem que a IA pode ser consciente – eu estudo consciência e tenho minhas dúvidas. Artigo de Anil Seth

    LER MAIS
  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • "Se Trump perder as eleições de meio de mandato, ele invalidará a votação, arriscando um golpe”. Entrevista com Robert Kagan

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Outubro 2017

Caminhando para o lançamento da coleção três, o que deve ocorrer no primeiro semestre de 2018, o MapBiomas deu um salto de metodologia com o uso ampliado da técnica random forest, capaz de produzir mapas de classes de uso do território com alta acurácia ao longo dos anos. Isso trará grande aumento da estabilidade das classes mapeadas para a série histórica em relação à coleção dois, lançada no início de 2017.

A reportagem foi publicada por IPAM, 03-10-2017. 

Este avanço pode impactar diretamente na compreensão dos processos de degradação e regeneração da vegetação ao longo dos anos, permitindo cálculos cada vez mais confiáveis da emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera, podendo subsidiar uma série de iniciativas governamentais e do terceiro setor.

“Esse salto favorece muito a consistência temporal dos mapas, gerando informação de qualidade para discussões sobre políticas públicas. Esse nível de detalhamento pode ajudar o Brasil a desenhar estratégias adequadas para cumprir o Acordo de Paris”, afirma Felipe Lenti, pesquisador do IPAM.

A coleção três trará o mapeamento dos biomas brasileiros desde 1985, ampliando o levantamento já disponível, de 2000 a 2016, e dessa forma contando a história recente de ocupação do solo no Brasil.

Estas melhorias foram discutidas por 28 participantes na 10a Oficina de Trabalho do Projeto MapBiomas, realizada em Brasília, com membros das equipes de todos os biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Caatinga e Pampa) e temas transversais (Agricultura, Pecuária e Zona Costeira) bem como as equipes de infraestrutura, suporte, registro e coordenação.

A acurácia global da coleção dois, atualmente disponível no site oficial do projeto, já está em aproximadamente 80%. Os dados dessa coleção revelaram algumas más notícias, como a perda de 20% da área de manguezais entre 2001-2015, em parte destruídos pela expansão urbana e de 13% do Pantanal, o bioma brasileiro mais preservado, que viraram área de pastagem. Já o Cerrado teve perdas proporcionalmente três vezes mais elevadas do que a Amazônia. Por outro lado, a quase extinta Mata Atlântica teve uma regeneração de 2,5 milhões de hectares, o equivalente a quase uma Bélgica.

O MapBiomas é uma iniciativa do Observatório do Clima e do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), em colaboração com 18 instituições, entre universidades, ONGs e empresas de tecnologia, incluindo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM.

Leia mais