15 Março 2017
O pavio aceso
“Pouco antes de as delações chegarem ao STF, um ministro do governo comparou seu impacto ao de uma bomba nuclear. "Agora só dá para ver o cogumelo de fumaça. Vamos esperar para saber quem morreu, quem ficou ferido e quem tem chance de escapar", disse. O ministro comentou que esperava não ser lembrado por Janot. Em seguida, levantou-se e bateu três vezes na madeira” – Bernardo Mello Franco, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
A sangue frio
“Parlamentares e ministros que estão em destaque na nova lista de Rodrigo Janot traçam um cronograma para tentar sobreviver à fase mais crítica da Lava Jato. Preveem três ou quatro meses de agonia com a divulgação do teor das delações. Depois disso, creem, haverá uma pausa para que as investigações possam evoluir. Neste período, junho ou julho, colocarão em marcha votações como a da reforma da Previdência e projetos gestados para minar o poder de fogo da força-tarefa” – Daniela Lima, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Tempestade à vista
“Políticos menos otimistas dizem que o governo deve considerar o fato de que as delações virão à tona em meio a protestos contra a reforma da Previdência, contra a anistia do caixa dois e, pior, antes de a economia se firmar totalmente. Para estes, há caldo para a situação política degringolar” – Daniela Lima, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Nós contra eles
“Em conversa recente com integrantes da força-tarefa, um dos delatores mais proeminentes da Lava Jato advertiu que a desarticulação política vista nos estertores do governo Dilma não se repetirá. Agora, avisou, começa o embate com “os profissionais” – Daniela Lima, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Assunto chato
“A Lava Jato foi na jugular da oligarquia politica e de boa parte da oligarquia empresarial do país. (Está na memória nacional o pato amarelo que ficava diante da Fiesp, do "nosso" Paulo Skaf, mencionado em colaborações da Odebrecht como receptáculo de R$ 6 milhões.) Ferida, essa oligarquia joga com o tempo, com as peças de Brasília e com o cansaço da choldra. Afinal, um dia a Lava Jato haverá de ser um assunto chato, se já não é” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
A rua e a ‘nossa” Odebrecht
“Só a rua pode evitar que assem a pizza. Não é coisa fácil, pois uma parte da turma do "Fora Temer" tem o pé esquerdo na "nossa" Odebrecht e parte do coro do "Fica Temer", tem o pé direito. Sem a rua, a oligarquia unida jamais será vencida. Ela fez esse milagre no século 19 e o Brasil foi o último país independente das Américas a acabar com a escravidão” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Assim não vai
“Aliados de Michel Temer que conversaram com os líderes de partidos da base na Câmara fizeram prognóstico pessimista sobre a reforma da Previdência: hoje o Planalto tem só 30% de apoio para aprová-la” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
FGTS
“Cunha e Cabral pedem saída temporária da prisão para retirar o FGTS na Suíça!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Fiofos estroboscópico
“E Brasília! Odebrejo Urgente! Os fiofós continuam piscando. O do Temer tá piscando mais que luz estroboscópica! Político tá com fiofó estroboscópico!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Odequenga!
“E adorei as declarações do Emílio Odebrecht! "A Odebrecht dava por dentro e por fora, a todos." Odequenga!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Do pai do pai do pai...
"Caixa dois existe desde os tempos do meu pai." E daí? Isso não justifica. Assalto existe desde os tempos do pai do pai do pai do pai do meu pai e é crime. E agora, de repente, caixa dois não é mais corrupção, nem interesses escusos, é por amor. Foi tudo por amor! As empreiteiras davam por amor!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Raspadinha
“O Gilmar Mendes diz que é aposta eleitoral, um tipo de raspadinha” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.
Iphan
“E o Eduardo Cardozo disse que é uma instituição nacional. Então tomba pelo Iphan. Iphan tomba caixa dois como patrimônio cultural!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 15-03-2017.