Pedro Casaldáliga segue melhorando

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 19 Agosto 2015

Pedro Casaldáliga segue melhorando!” Com estas palavras, Thiago Valentim, um dos coordenadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT), informava no seu perfil do Facebook sobre sua recente visita ao bispo emérito de São Félix do Araguaia, ainda convalescendo no hospital de Ceres, Goiás, em decorrência da cirurgia no fêmur.

A reportagem é de José Manuel Vidal e publicada por Religión Digital, 18-08-2015. A tradução é de André Langer.

As palavras de Thiago foram replicadas nas redes sociais e provocaram grande número de comentários, nos quais se pode ver o carinho e a admiração que tanta gente tem por alguém que é considerado exemplo de resistência, profecia e missão.

Destaco as palavras do Pe. Vileci Vidal, assessor nacional das CEBs, que dizia em um dos comentários que “nos caminhos da libertação, Pedro nos revela muito amor por causa dos pobres”.

O coordenador da CPT assinala que apesar da fragilidade corporal, provocada pela companhia do “meu irmão Parkinson”, Pedro Casaldáliga está bem, lúcido e forte, recebendo com carinho a quem chega para visitá-lo e tentando conversar, embora em alguns momentos não seja entendido.

O bispo claretiano acompanha com atenção e preocupação a situação política e eclesial. De fato, interessou-se pelo desenrolar do V Congresso Nacional da CPT, que aconteceu no mês de agosto em Porto Velho, Rondônia, a ponto de querer soltar a bolsa com os materiais produzidos pelo Congresso.

Nesse momento, Casaldáliga recordou a Romaria dos Mártires, que acontece a cada cinco anos em Ribeirão Cascalheira, uma das cidades da Prelazia de São Félix do Araguaia, onde no dia 11 de outubro de 1976, em plena ditadura militar, foi ferido de morte um dos seus principais colaboradores, o jesuíta João Bosco Burnier, quando um policial atirou contra ele enquanto defendia duas mulheres presas que estavam sendo torturadas.

Para tranquilidade e alegria de todos, Pedro está sendo muito bem cuidado, com visitas constantes de muitos amigos. Também não faltam as orações para que, como tudo indica, possa voltar nos próximos dias para casa, para o lugar onde, seguindo o exemplo de Jesus, o Deus que se fez humano, encarnou-se há mais de 40 anos. E assim poder desfrutar das águas do Araguaia e continuar sendo bandeira de luta daqueles que sempre defendeu, aqueles que não contam para o mundo, mas são os preferidos de Deus, os pobres e os excluídos.