“Sigo com meu irmão Parkinson”, manifesta-se Pedro Casaldáliga

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 01 Julho 2015

Há mais de 30 anos, acompanham Pedro Casaldáliga (foto). Durante sua saída temporária de São Félix do Araguaia, há dois anos, após receber ameaças de morte, estiveram ao seu lado. São seus olhos e sua voz, agora que o maldito Parkinson avança, inexorável. José María Concepción e Mari Pepa Raba falaram, nesta tarde, com o profeta da Amazônia, preocupados após algumas notícias que mencionavam um importante agravamento da enfermidade: “Sigo com meu irmão Parkinson”, disse-lhes.

 
Fonte: http://goo.gl/oyOFx2  

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 30-06-2015. A tradução é do Cepat.

“Está alegre, cansado, mas lúcido”, relata Mari Pepa, após o susto desta manhã. “É auxiliado por três enfermeiras, e nos tranquilizaram. Teremos que aguardar as homenagens póstumas, felizmente”, brinca.

“Paz e bem, desejo vê-los logo”, disse Casaldáliga durante a breve conversa. Aos 88 anos, viveu com alegria a publicação de “Laudato Si”, onde estão resumidas muitas das lutas que envolveram sua vida na Amazônia: a Terra, a causa indígena, o respeito à Criação e o homem como parte de uma natureza global.

Outro amigo de Casaldáliga, Eduardo Lallana, um dos incentivadores da “Missa da Terra Sem Males” (com texto do bispo), exatamente neste momento está retornando de São Félix, onde esteve até ontem compartilhando a vida e a alegria com dom Pedro. “Disse-nos que notou que estava igual, com dificuldades para falar, como é lógico, mas perfeitamente lúcido”, afirma José María.

“A enfermidade avança, como é lógico, mas em nada precisamos pensar que estamos diante dos últimos dias de Casaldáliga”, concluem José María Concepción e Mari Pepa Raba. “Não há um processo de término”, afirmam, recordando uma das primeiras frases que lhes dirigiu o bispo, amigo e cristão: “Aqueles do Primeiro Mundo, se não trabalharem a solidariedade, não se salvarão, haja o que houver”.