18 Agosto 2015
O anúncio oficial será feito na vigília do terceiro aniversário da sua morte, em 31 de agosto de um verão quente, quando Carlo Maria Martini fechou os olhos pela última vez, rodeado apenas pelos parentes e dos colaboradores mais íntimos.
A reportagem é de Zita Dassi, publicada no jornal La Repubblica, 13-08-2015. A tradução é de Ivan Pedro Lazzarotto.
Conforme prometera o prefeito Giulinao Pisapia, Milão terá uma rua com o nome do cardeal-arcebispo Carlo Maria Martini. A rua não poderia ser mais sugestiva e direta: aquela onde está localizado o arcebispado, cuja construção leva o seu nome.
De imediato os milaneses quando passarão ao lado da Catedral irão ler nas placas o nome de Carlo Maria Martini, que guiou a Diocese durante duas décadas difíceis e obscuras sabendo indicar a luz, o caminho, a direção não somente aos fiéis da igreja católica, mas também aos de outras religiões, aos ateus, aos agnósticos.
“Milão jamais se esqueceu dos ensinamentos do cardeal – falou o prefeito no dia da apresentação do Arquivo Martini no Centro San Fedele – seja nos anos em que foi arcebispo como depois quando testemunhou liberdade e coragem. Nunca parou, nem durante a sua doença, de contribuir a aumentar o espaço do diálogo entre as culturas e as religiões, entre os fiéis e os não fiéis”.
Todos aqueles que são reconhecedores do seu trabalho, até hoje, iam acender uma vela sobre seu túmulo na Catedral, certamente o mais frequentado.
Com a via Carlo Maria Martini será feita também uma homenagem laica por parte da administração do município de Milão.