FAO: auxílio emergencial não estanca fome e crise atinge 24% da população

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24 Novembro 2021

 

Dados da agência indicam que fome moderada passou de 17% em 2019 para 24% dos brasileiros em apenas um ano; IBGE fala em 35%.

 

Segundo a FAO, fome severa saltou de 2,5% em 2019 para 8% em 2020. Agência sugere mapeamento da crise no Brasil e alerta que taxas mundiais de fome apenas voltarão aos níveis de 2019 em 2023.

A fome no Brasil aumentou de forma exponencial em 2020 e os programas de auxílio emergencial criados pelo governo foram incapazes de lidar com o fenômeno.

 

A reportagem é de Jamil Chade, jornalista, publicada por portal Uol, 24-11-2021.

 

O alerta é de Maximo Torero, economista-chefe da FAO, que insiste que o governo brasileiro precisa, de maneira urgente, trabalhar para mapear os bolsões da fome no país e, assim, conseguir dar uma resposta à crise. Os dados, segundo ele, indicam um cenário dramático. Em 2019, menos de 2,5% da população brasileira vivia numa situação de fome severa. Ao final de 2020, a taxa era de 8%. "Uma enorme mudança", disse o economista.


Quanto aos dados sobre fome moderada, a taxa chega a 24% da população em 2020, contra 16% em 2019 e apenas 11% em 2014. "É um enorme salto", insistiu Torero, apontando que nessa classificação está incluída a desnutrição. Os dados do IBGE, porém, são ainda mais alarmantes, passando de 27% para 35% em 2020.


Outro dado destacado pela FAO aponta que, em 2018, 14% da população brasileira já não tinha acesso a uma alimentação saudável, o equivalente a 29 milhões de pessoas. A realidade se contrasta com a posição que o Brasil declara ter no mundo de ser responsável pela alimentação de 1 bilhão de pessoas pelo planeta, graças às exportações. Mas, para Torero, a desigualdade é o que marca a incapacidade de o país garantir alimentos a seus próprios cidadãos.

 

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

 

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