Arcebispo de Canterbury revela sacrifícios pessoais no combate à mudança climática

Foto: Roger Harris | Wikimedia Commons

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10 Setembro 2021

 

Justin Welby, o arcebispo de Canterbury, líder da Igreja Anglicana, disse que come menos carne e não tem mais carro com motor a combustão, isso para ajudar a combater as mudanças climáticas, e também instou as lideranças globais a “escolherem a vida” diante da próxima cúpula do clima, COP26, em Glasgow.

A reportagem é publicada por Witney Gazette, 09-09-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O reverendíssimo Justin Welby disse que ele ajustou seus próprios hábitos para viver de forma mais sustentável, incluindo um corte nas viagens.

Na terça-feira, Welby, junto com o Papa Francisco e o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, o líder da Igreja Ortodoxa Oriental, publicaram uma declaração para a cúpula do clima, dizendo que esta é um “momento crítico” para o futuro do planeta.

Falando para a rádio BBC 4, na quinta-feira, Welby afirmou: “Eu cortei minhas viagens. Nós, como muitas pessoas, estamos envolvidos e comprometidos em reciclar tudo que há. Eu usava um carro com motor a combustão, eu não o tenho mais. Nós estamos cortando a carne das refeições. Eu gostaria de fingir que isso foi totalmente virtuoso, mas também tem a ver com saúde e dinheiro”.

Além de indivíduos, ele também apelou aos líderes globais para agirem.

Ele disse: “A frase-chave aqui é uma frase tirada do início da Bíblia, do Livro do Deuteronômio: ‘escolha a vida’. Esta é uma escolha entre vida e morte. A maioria das pessoas no mundo está apoiando isso, não é algo que vai contra a opinião pública”.

Ele acrescentou: “A Igreja da Inglaterra em suas paróquias e em todo o país se comprometeu a zerar as emissões de carbono até 2030. Cada paróquia está trabalhando nisso”.

No entanto, Welby, que trabalhou como executivo na indústria do petróleo, explicou que o objetivo da Igreja não é o puro desinvestimento em empresas de combustíveis fósseis.

Ele disse: “Em termos de investimento, acreditamos no engajamento e não apenas no desinvestimento. Os cristãos acreditam na conversão. Queremos ver as empresas mudarem de comportamento. Nós nos desfizemos do carvão porque não é um caminho limpo para o futuro”.

 

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