“Fratelli Tutti”: para a Igreja alemã, de Bätzing a Marx, é um “golpe no nervo desta época”

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06 Outubro 2020

Os bispos alemães aplaudem a denúncia social do papa Francisco, que não fica apenas em um “texto piedoso”.

A reportagem é de Lucía López Alonso, publicada por Religión Digital, 05-10-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os representantes da Igreja Católica alemã reagiram positivamente à publicação da “Fratelli Tutti”. Considerando a nova encíclica de Francisco um impulso à cooperação e ao diálogo, em sintonia com o Caminho Sinodal que empreendeu em sua Igreja, o clero alemão coincidiu em dizer que não é apenas um “texto piedoso”, mas sim que sua mensagem é um “golpe no nervo desta época”.

O presidente da Conferência Episcopal Alemã, o bispo de Limburgo, Georg Bätzing, definiu como um “chamado urgente à solidariedade mundial e à cooperação internacional”. Bätzing aponta à importância de sair às periferias, porque a fraternidade é um “amor que transcende todas as fronteiras políticas e geográficas”.

Aplaudindo a análise que o Pontífice faz do mundo de hoje, “formulado em parte com palavras duras”, o bispo acrescenta que “a encíclica segue nos pedindo” que nos envolvemos em melhorá-lo desde uma perspectiva também política.

Por sua parte, o arcebispo de Munique, cardeal Reinhard Marx, diz que “Fratelli Tutti” apareceu “no momento adequado”, na era do coronavírus. Para Francisco não há “outros”, mas sim somente um “nós” de todas as pessoas, explica Thissen, o arcebispo de Hamburgo, como publicou Katolische.de. E Genn, arcebispo de Münster, soma-se ao grito do Papa: “a guerra, as armas nucleares, apenas de morte, uma política de isolamento dos migrantes, assim como o populismo devem ser abolidos”.

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