Ações do Magazine Luiza sobem após anúncio de vagas de trainees só para negros

Foto: Unsplash

Mais Lidos

  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS
  • Quando uma estudante de teologia desafiou o cardeal

    LER MAIS
  • Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Artigo de Vivaldo José Breternitz

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Setembro 2020

Após inúmeras críticas racistas por conta do lançamento de um programa de trainee exclusivo para pessoas negras da Magazine Luiza, sobretudo grupos de direita que passaram a recriminar a Magalu por, supostamente, praticar “discriminação contra brancos”, as ações da empresa negociadas na bolsa de valores de São Paulo passaram por uma valorização, de cerca de 2,6%. Os papéis, que eram negociados a R$ 87,16 na sexta, fecharam a terça-feira a R$ 89,48.

A reportagem é publicada por Mídia Ninja, 24-09-2020.

Parlamentares bolsonaristas, como Eduardo Martins (PSC-PR) e Carlos Jordy (PSL-RJ), apontaram racismo reverso no programa trainee. Jordy, que é vice-líder do Governo na Câmara, inclusive, entrou com representação no Ministério Público pedindo providências contra a empresa por “impedir a contratação de pessoas não negras”. Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, pede o cancelamento do programa, “caso contrário, o racismo será legalizado no Brasil”, diz.

O movimento da Magalu de tentar corrigir uma distorção racial identificada em seus quadros pode emitir um sinal positivo para o mercado, de que está alinhada às práticas mais modernas de gestão da atualidade.

O CEO da empresa, Frederico Trajano, compartilhou números que comprovam essa distorção racial. Apesar de 53% dos funcionários da Magalu serem negros, apenas 16% dos líderes são negros. Em 15 anos de programas de trainees, de 250 formados, apenas 10 eram negros: “Essa dificuldade de acesso tem sido um problema para uma companhia que acredita que a diversidade aumenta a competitividade, e queremos resolvê-lo”.

 

Leia mais