Lockdown foi adotado por 83% dos países mais atingidos pelo coronavírus

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20 Mai 2020

Estudo realizado pela FGV analisa o enfrentamento da pandemia nas regiões mais afetadas pela doença.

A reportagem é publicada por Carta Capital, 18-05-2020.

Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que dos 24 países mais afetados pelo coronavírus, 20 deles (83%) adotaram “lockdown” e três (13%) o isolamento vertical para frear o aumento no número de casos.

Os países que adotaram lockdown foram África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irã, Israel, Itália, Líbano, México, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia e Singapura. Os que fizeram isolamento vertical são Coreia do Sul, Suécia e Turquia.

O Japão adotou recomendação de isolamento, mas sem ato normativo e, portanto, não entrou em nenhuma destas classificações.

Lockdown é um isolamento mais restrito, no qual as pessoas só podem sair de casa para atividades essenciais como mercado e farmácia. A maioria dos países estão aplicando punições para quem desrespeita esse medida. No Brasil, estados como Maranhão, Ceará e Pará já decretaram o isolamento restrito como medida de enfrentamento à pandemia.

Já o isolamento vertical, medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, coloca em isolamento apenas o grupo considerado de risco para a doença. No Brasil, 86 milhões de pessoas estão nesta situação.

Medidas econômicas

Além do isolamento, o estudo levou em conta as medidas econômicas adotas por esses países. 96% criaram medidas de estímulo a empresas, produção de pesquisas, e de bens e serviços; 88% investiram em políticas de transferência de renda; 79% reduziram ou alteraram tributos e 29% fizeram intervenção na propriedade privada.

Essa primeira etapa do estudo não analisou a situação do Brasil, que será realizada em um levantamento próprio. “O combate ao coronavírus estimula o surgimento de novas formas de cooperação entre Estado, mercado e sociedade civil. Em tempos de ativismo social e presença massiva da tecnologia no cotidiano, a dinâmica de resolução de problemas coletivos também se altera”, diz o relatório.

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