O plano do McDonald’s para acabar com uma grande despesa: trabalhadores

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

08 Julho 2017

Um desses esforços são aumentar o número de lojas com quiosques de autoatendimento, já presentes em alguns lugares há vários anos

A reportagem é de Felipe Moreno, editor-chefe do StartSe, publicada por StartSe, 06-07-2017.

O McDonald’s provavelmente é um dos maiores empregadores do mundo. Mas conforme os custos de empregar um jovem crescem (o que não é ruim, muito pelo contrário) ao redor do mundo, a empresa precisa de encontrar um jeito para manter estes custos em cheque e manter a lucratividade em um ambiente de despesas maiores e gastos maiores.

Por conta disso, a empresa iniciou um programa de substituição de uma das linhas de custo mais altas que eles possuem: os trabalhadores. E como fazer isso? Colocando máquinas que possam realizar o mesmo trabalho que essas pessoas, mas que possuem muito menos custos que eles.

Um desses esforços são aumentar o número de lojas com quiosques de autoatendimento, já presentes em alguns lugares há vários anos – principalmente em países com custos laborais mais altos, como na França (o McDonald’s da Champs-Élysées já é assim há anos). Outro é a presença de equipamentos na cozinha que precisam de menos pessoas para serem operadas.

Pode parecer cruel em um primeiro momento, mas é exatamente o que a humanidade vem fazendo ao longo de toda sua história: criado máquinas que podem desempenhar o trabalho anterior. Não é obrigação moral do McDonald’s empregar todas as pessoas que ele atualmente emprega. É obrigação moral entregar um bom lanche de qualidade para quem paga. Apenas para o consumidor.

E esse avanço tecnológico é bom para a economia: se antes eram necessárias três pessoas para entregar os lanches e agora só é necessário uma, as duas pessoas podem buscar novas ocupações que farão mais sentido econômico, como trabalhar em outras empresas que precisam desta mão de obra ou empreender.

No final dessa “dança das cadeiras”, a economia será mais produtiva (mas é importante que as pessoas consigam novas ocupações rapidamente, afinal, o desemprego é uma tragédia para quem passa por ele) e maior do que antes. Os efeitos da tecnologia são muito positivos.

O próprio McDonald’s é “filho” da tecnologia aplicada ao desenvolvimento de novos mercados: os irmãos McDonald’s desenvolveram um método barato e rápido para produzir os lanches – que acabou chamando a atenção de Ray Kroc, que transformou a pequena rede em uma grande corporação.

Mudanças chegaram em massa agora

As máquinas de autoatendimento agora vão passar por uma expansão sem precedentes dentro do McDonald’s, que pretende fazer a instalação em diversos locais. Inclusive, um dos restaurantes que deverão receber essa novidade é uma das principais lojas da rede no Brasil: a loja localizada entre Avenida Brasil e Avenida Henrique Schaumann, em São Paulo.

Nessas “novas lojas”, o McDonald’s quer disruptar o modelo anterior de fast-food. Ao invés de buscar o lanche, em boa parte dessas lojas o lanche virá até sua mesa. O antigo funcionário, que antes ficava atrás de uma máquina registradora, agora poderá andar pela loja, ajudar as pessoas, anotar pedidos, limpar coisas… deixar tudo mais eficiente.

Já nos Estados Unidos, a empresa vai fazer esse novo sistema atingir 2.500 lojas este ano e todas as lojas até 2020. Isso pode economizar milhões de dólares em custos trabalhistas. Além disso, a empresa está testando pela primeira vez um delivery próprio nos Estados Unidos – seu principal mercado -, em parceria com o UberEATS. Isso poderá também aumentar vendas.

Leia mais