Rede Igrejas e Mineração faz um apelo para construir alternativas ao extrativismo mineral

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09 Setembro 2016

A mega mineração não resolve os problemas econômicos de nossos países. Pelo contrário, tem efeitos nocivos para as pessoas, comunidades e a natureza. Esta é uma das conclusões a que chegaram os participantes do III Encontro da Rede Igrejas e Mineração, realizado entre os dias 02 e 04 de setembro na capital colombiana e que reuniu 50 líderes religiosos de diversos países do mundo.

A reportagem é publicada por CELAM, 07-09-2016. A tradução é de André Langer.

“Preocupa-nos a crescente criminalização e os assassinatos daqueles que exercem a defesa dos territórios, como é o caso da nossa irmã Berta Cáceres, para quem exigimos Justiça e através dela pedimos por um mundo mais justo para as mulheres, protagonistas em defesa da vida e primeiras vítimas do extrativismo”, afirma a rede em seu pronunciamento publicado ao final do encontro.

Por outro lado, afirmam: “Estamos conscientes de que defender a Criação, em um sistema depredador cujo fim máximo é o lucro e o dinheiro, é uma ação que implica risco e perigo de morte, mas somos animados pelo Evangelho de Jesus, pela encíclica Laudato Si’ e pelo espírito de luta de muitas comunidades afetadas pela mineração e outras atividades extrativas”.

Em seu comunicado, exortam as autoridades eleitas pela vontade popular a apoiar as iniciativas em defesa da vida. E fazem um apelo às Igrejas “para assumirem um compromisso ativo em defesa da Casa Comum, por ser este um elemento constitutivo do ser cristão. Alertamos as organizações da sociedade civil e a nossa hierarquia eclesial para os mecanismos de cooptação levados a cabo pelas empresas e por alguns governos. Assentamos a nossa esperança na atitude de muitos bispos, sacerdotes, pastores e leigos que escutam os clamores das vítimas em seus territórios e celebramos seu compromisso com a vida”.

Diante do processo de paz que vive a Colômbia, os membros da Rede Igrejas e Mineração saúdam os esforços para alcançar a paz e pôr um fim definitivamente ao longo período de guerra interna que sofreu. “A paz é o caminho para continuar construindo uma Colômbia mais justa, igualitária e em harmonia com a mãe natureza”.

Terminam seu comunicado indicando que a partir do espírito ecumênico reafirmam seu compromisso de “continuar apoiando as pequenas comunidades que são deslocadas e injustiçadas em seus direitos mais fundamentais. A experiência – afirmam – demonstra que em nenhuma parte do mundo a mineração é uma alternativa de desenvolvimento nem integral, nem sustentável para os nossos povos”.

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