América Latina: o alarme da rede eclesial para os projetos de mineração das multinacionais

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Janeiro 2016

A Rede “Iglesias y Mineria” (Igrejas e atividades minerais), que opera junto à mais ampla rede eclesial da Amazônia (Repam), numa carta aberta aos bispos e aos pastores da América Latina difundida ontem, manifesta “a própria preocupação pelo crescimento de violências e criminalizações de pessoas e comunidades que se interessam e exprimem uma posição crítica” ante os projetos mineradores das multinacionais na América Latina. Tal conduta agressiva, assinala a carta aberta, vem acompanhada por uma nova estratégia das empresas, que procuram aproximar às próprias posições também as próprias hierarquias eclesiásticas.

A nota foi publicada por Servizio Informazione Religiosa - SIR, 12-01-2016. A tradução é de Benno Dischinger

"As multinacionais”, lê-se num comunicado difundido pela Repam, “não conseguem demonstrar que as operações mineradoras sejam sustentáveis, e as suas práticas de responsabilidade social de empresa não cancelam os graves danos e as violações causadas pelas suas atividades”. “Mas, ao mesmo tempo,” lê-se na carta, “sua nova estratégia é procurar o apoio das instituições que têm credibilidade, para conquistar a confiança do povo. Entre estas instituições está também a Igreja”.

Diante desta estratégia, a Rede “Iglesias y Mineria” [Igrejas e Mineração] pede aos pastores que não assumam posições “neutras” e coloquem em primeiro lugar “a imensa dignidade dos pobres”. Vão neste sentido as recentes tomadas de posição da Celam, de várias Conferências episcopais nacionais e uma recente publicação do Conselho latino-americano das Igrejas.