O que é o sionismo cristão? Artigo de Tonio Dell’Olio

Bandeira de Israel | Foto: cottonbro studio/Pexels

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

01 Outubro 2026

"Opor-se a essa leitura não diminui a condenação do antissemitismo, que deve permanecer firme. Pelo contrário, nos obriga a não reduzir judeus e palestinos a vítimas de profecias que precisam ser lidas à luz dos dias atuais. A paz não nasce de um privilégio sacralizado, mas da justiça e da igual dignidade de quem habita a mesma terra", escreve Tonio Dell’Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico Di Pace, 29-09-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

O sionismo cristão não é simplesmente solidariedade com os judeus ou o reconhecimento do Estado de Israel. É um movimento, difundido especialmente entre os evangélicos, que interpreta o retorno dos judeus àquela terra e o nascimento do Estado como o cumprimento de profecias bíblicas; para alguns, uma etapa em direção ao retorno de Cristo.

Gad Lerner, discutindo com o rabino-chefe Riccardo Di Segni, levanta uma questão crucial: “Mas o Israel de hoje pode ser comparado ao Israel da Bíblia?” Reconhecer o vínculo religioso do povo judeu com aquela terra não significa atribuir um título divino de propriedade ao Estado atual, nem significa pedir à Igreja que abençoe cada uma de suas escolhas políticas. Uma promessa não é uma escritura registrada em cartório; as Escrituras não podem se tornar um registro de propriedade usado para negar os direitos dos palestinos.

Já em 2006, os responsáveis das Igrejas de Jerusalém denunciavam o sionismo cristão quando apoia a ocupação e a guerra em nome da fé. É uma voz que chega da própria terra de Jesus. Opor-se a essa leitura não diminui a condenação do antissemitismo, que deve permanecer firme. Pelo contrário, nos obriga a não reduzir judeus e palestinos a vítimas de profecias que precisam ser lidas à luz dos dias atuais. A paz não nasce de um privilégio sacralizado, mas da justiça e da igual dignidade de quem habita a mesma terra.

Leia mais