10 Setembro 2026
O mercado brasileiro de veículos eletrificados leves pode alcançar uma marca histórica em setembro. Após registrar 57 mil emplacamentos no mês passado, a frota acumulada desde o início da série histórica da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), iniciada em janeiro de 2012, chegou a 950 mil unidades. Ou seja, faltam menos de 50 mil unidades para o país atingir a marca de 1 milhão de carros eletrificados.
A informação é publicada por ClimaInfo, 09-09-2026.
O volume de emplacamentos em agosto representa um avanço de 2% sobre julho (56 mil unidades) e de 184% em comparação com o mesmo mês de 2025 (20,2 mil unidades). No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as vendas somam 328 mil carros, número 161% superior ao mesmo período do ano passado e equivalente a 35% de toda a frota eletrificada já comercializada no país, detalham CNN Brasil, WebMotors e O Tempo.
No acumulado do ano, os eletrificados representaram 20,2% do total de veículos leves comercializados no mercado interno. Só em agosto, essa participação atingiu uma marca história: de cada 100 veículos leves vendidos no Brasil no mês passado, 22 eram eletrificados.
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“[A marca de 1 milhão] é um número extraordinário para um mercado que começou vendendo 117 unidades em 2012, alcançou 1.091 em 2016 e deve terminar 2026 com cerca de 450 mil”, comemorou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Esses números mostram que a eletromobilidade já chegou ao Brasil, ela já é o principal vetor de crescimento do mercado automotivo. O consumidor já vê o veículo eletrificado como sua principal opção de compra.”
A ABVE classifica como veículos eletrificados os modelos BEV (veículo elétrico a bateria), 100% elétricos; PHEV (veículo elétrico híbrido plug-in), com recarga externa; e os HEV (veículo elétrico híbrido) a gasolina e flex – carros sem recarga externa, mas com tração elétrica. A categoria não inclui os micro-híbridos MHEV (também chamados semi-híbridos), sem tração elétrica.
Em tempo
O primeiro leilão de reserva de capacidade para contratar sistemas de baterias de grande porte para armazenamento de energia elétrica (BESS, sigla em inglês) no Brasil atraiu mais de 6 mil projetos, um número recorde para todo o setor elétrico. Mas as incertezas sobre quem vai bancar os custos das baterias faltando cerca de três meses para o certame ameaça sua realização, informa o Capital Reset. Alguns agentes do mercado já defendem o adiamento do leilão - que deveria ter sido realizado há mais de um ano, pelo menos - e alertaram para riscos de judicialização durante uma audiência pública promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no início do mês. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, admitiu a possibilidade de adiamento, mas disse que a pasta trabalha para evitar atrasos.
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