Paul Zulehner, teólogo: proibição vaticana da pregação leiga não tem nenhuma utilidade

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15 Julho 2026

O teólogo pastoral vienense Paul Zulehner critica a recente confirmação pelo Vaticano da proibição da pregação leiga. Tal proibição das celebrações eucarísticas será inútil a longo prazo, afirmou Zulehner em entrevista à revista "Kirche In" (edição de julho/agosto). O teólogo também considerou desajeitada a abordagem adotada pelos bispos alemães, que entraram em contato com Roma com um pedido semelhante.

A informação é publicada por katolisch.de, 14-07-2026. 

Zulehner sugeriu que um desenvolvimento semelhante ao das mulheres coroinhas poderia ocorrer. "Elas também eram proibidas, mas em sua maioria continuaram a servir no altar. Hoje, pouquíssimas pessoas se opõem à presença de mulheres como coroinhas no santuário." Algumas coisas simplesmente evoluem. As tentativas de controle por parte das autoridades do Vaticano são agora apenas parcialmente eficazes.

Ele acredita que a Conferência Episcopal Alemã (DBK) pode ter sido otimista demais ao enviar o pedido a Roma. Teria sido melhor simplesmente confiar nos acontecimentos nas paróquias e não pedir nada. O teólogo pastoral vienense acrescentou que desconhecia qualquer outra conferência episcopal que tivesse feito um pedido tão antiquado. Zulehner aconselha os bispos da Áustria a não tomarem nenhuma providência a respeito.

"Sermão sobre como afastar as pessoas dos cultos religiosos"

O teólogo observa, inclusive em si mesmo, que "a qualidade dos sermões deixa muito a desejar". Isso também é corroborado por um estudo recente realizado na Universidade de Viena. O sermão, portanto, surge como uma espécie de "medida de desmame dos cultos religiosos", afirma o teólogo: "Confesso que muitas vezes preciso recorrer ao treinamento autógeno para conseguir concluir um sermão".

Zulehner escreve que é bastante bizarro e desconectado da realidade pensar que um sermão é eficaz simplesmente porque o pregador é ordenado. Ele também destaca que frequentemente há um problema de idioma quando a língua materna dos padres não é o alemão.

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