09 Junho 2026
Ignorar isso agora não é descuido de RH; é decisão estratégica com consequência no resultado.
O artigo é de Camila Farani, empresária e investidora, em artigo publicado por Estado de S. Paulo, 08-06-2026.
Eis o artigo.
Sim, eu sei que você já leu sobre o tema. E é importante detalhá-lo cada vez mais. Os afastamentos por burnout cresceram 823% nos últimos quatro anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Não há forma de suavizar esse número.
823% é uma explosão, não uma tendência. E o que o dado revela não é que os brasileiros ficaram mais frágeis. É que o modelo de trabalho que a maioria das empresas manteve intacto nos últimos anos chegou num ponto em que o ser humano não sustenta.
A conta não ficou só no INSS. O Brasil encerrou 2025 com mais de 530 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica. Para quem tem empresa, esse dado precisa ser lido de outra forma: é uma cidade do tamanho de Maceió inteira saindo do mercado de trabalho por saúde mental num único ano.
‘Há uma espiral negativa na economia muito forte’, diz Ricardo Lacerda, do BR Partners.
Cada afastamento carrega consigo recrutamento emergencial, queda de produtividade na equipe, perda de conhecimento que levou anos para ser construído e um moral coletivo que não se repõe com comunicado interno.
A íntegra do artigo pode ser lida aqui.
Leia mais
- Sob herança de retrocessos, Brasil enfrenta ‘epidemia de adoecimento mental’ no trabalho, aponta Fundacentro
- Atualização da NR-1 lidará com o adoecimento mental no trabalho
- A íntima relação entre o trabalho precarizado e o sofrimento psíquico
- Saúde mental, a eterna “loucura” do capitalismo. Artigo de Eduardo Camín
- Burnout: do sonho americano para a realidade da exaustão
- “A insegurança no emprego pode ser igual ou pior que o desemprego”. Entrevista com Joan Benach
- Pobreza eleva em 3 vezes risco de surgimento de ansiedade e depressão
- No Brasil de Temer, a ordem é punir o trabalho
- Combate ao trabalho escravo está em risco com Bolsonaro e ruralistas
- Crescimento de acidentes denuncia trágico reflexo da precarização do trabalho no Brasil (por SENGE-RS)
- O Setembro Amarelo também passa pela saúde mental dos trabalhadores
- Mudanças climáticas exigem repensar o trabalho. Artigo de Cesar Sanson e André Langer
- Clima põe em risco saúde de 70% da força de trabalho global
- Decisão do STF sobre ‘pejotização’ pode representar o fim dos direitos trabalhistas, alerta jurista