Segundo o Financial Times, Xi Jinping disse a Trump que Putin poderia "se arrepender" de ter invadido a Ucrânia

Donald Trump com Xi Jinping. (Foto: Daniel Torok/White House/Flickr)

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20 Mai 2026

Durante sua cúpula com Xi Jinping, Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos, a China e a Rússia unissem forças contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo o jornal, que cita fontes próximas às negociações.

A informação é publicada por elDiario.es, 19-05-2026. 

O presidente chinês, Xi Jinping, disse na semana passada ao mandatário norte-americano, Donald Trump, que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia acabar “se arrependendo” de ter invadido a Ucrânia, informa o Financial Times antes da chegada do líder russo à China.

O jornal britânico Financial Times, que cita várias pessoas conhecedoras da avaliação norte-americana da cúpula realizada em Pequim, assinala que Xi Jinping fez esse comentário durante conversas com Donald Trump nas quais foi abordada a guerra na Ucrânia.

Segundo o FT, as palavras do mandatário chinês sobre a decisão de Vladimir Putin de lançar a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022 teriam ido além do que em ocasiões anteriores. Uma pessoa familiarizada com as reuniões de Xi com o ex-presidente norte-americano Joe Biden afirma ao jornal que, embora ambos os líderes tenham mantido conversas “francas e diretas” sobre a Rússia e a Ucrânia, Xi não havia chegado então a oferecer uma avaliação sobre Putin e a guerra.

Durante sua cúpula com Xi, Trump sugeriu que Estados Unidos, China e Rússia deveriam unir forças contra a Corte Penal Internacional (CPI), afirmando que seus interesses coincidem, segundo fontes próximas às conversas.

A informação é conhecida pouco antes de Putin iniciar sua 25ª visita à China, uma viagem de dois dias que ocorre apenas uma semana após a visita de Trump a Pequim e coincide com o 25º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação entre China e Rússia.

Desde o início da guerra, a China manteve uma postura ambígua: por um lado, pediu respeito à soberania e à integridade territorial de todos os países, em referência à Ucrânia, e, por outro, insistiu em atender às “legítimas preocupações de segurança” de todas as partes, em alusão à Rússia.

Pouco antes da invasão russa da Ucrânia em grande escala, Xi Jinping e Vladimir Putin proclamaram em Pequim uma “amizade sem limites” entre ambos os países, fórmula que desde então acompanha o estreitamento de seus vínculos.

Pequim comprou mais de 367 bilhões de dólares em combustíveis fósseis russos desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia, um fluxo que reforçou a dimensão energética da relação bilateral em meio às sanções ocidentais contra Moscou, segundo dados do Centro de Pesquisa de Energia e Ar Limpo.

O volume total do comércio bilateral entre China e Rússia alcançou 85,241 bilhões de dólares durante o primeiro quadrimestre deste ano, o que representa um aumento de 19,85% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais da Administração Geral das Alfândegas da China.

A China confirma que Xi Jinping visitará os Estados Unidos e pede “ações concretas” para garantir a paz em Taiwan.

Esse crescimento foi sustentado em grande parte pelas importações chinesas da categoria “combustíveis minerais, óleos minerais e produtos de sua destilação provenientes da Rússia”, que alcançaram 29,975 bilhões de dólares entre janeiro e abril, cifra que equivale a um aumento interanual de 13,14%.

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