Justiça suspende licença de operação de usina carvoeira Candiota III

Foto: Pixabay

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11 Mai 2026

Termelétrica deverá apresentar análise de impacto climático das operações da usina, além de um plano de descomissionamento.

A informação é publicada por ClimaInfo, 10-05-2026.

A Justiça Federal determinou, em caráter liminar, a suspensão da licença de operação da usina térmica a carvão Candiota III, operada pela Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, no Rio Grande do Sul.

O processo foi movido pelo Instituto Arayara, que acusa a usina de reiteradas infrações ambientais, emissões acima dos padrões legais e apresentação de relatórios ambientais considerados insuficientes ou potencialmente fraudulentos, informa a CNN Brasil.

A 9ª Vara Federal de Porto Alegre concluiu que o Ibama deve incorporar a análise dos impactos climáticos da usina e exigir comprovação técnica de que a operação consegue cumprir integralmente os limites legais de emissão de poluentes atmosféricos.

Além disso, deve apresentar, em até 15 dias, o histórico completo de infrações e multas que tenham sido recebidas pela empresa durante a vigência da licença atual, contam Zero Hora, Guaíba e Sul 21.

A liminar determina regras para uma eventual concessão de uma nova licença, como a análise de impactos climáticos das operações da usina; anexação do histórico de infrações, valores envolvidos, suspeitas de fraude documental, além de provar medidas corretivas implantadas; plano de descomissionamento, com cronogramas fixos e metodologia detalhada e comprovação de implementação de soluções técnicas para seguir os padrões de emissões de poluentes, como dióxido de enxofre e material particulado.

Por fim, a Justiça também determina ao Ibama que apresente, até 5 de novembro de 2026, uma decisão final sobre o procedimento de renovação da licença, sob multa diária de dez mil reais em caso de descumprimento, relata o Jornal do Comércio.

Como a Agência Brasil lembra, o prazo de renovação de operação de Candiota III expirou em 5 de abril deste ano. A proprietária solicitou ao IBAMA autorização para manter a usina em funcionamento e aguarda o parecer.

A Lei nº 15.269/2025, sancionada em novembro de 2025, garantiu a operação da usina até dezembro de 2040. Um estudo publicado em março deste ano pelo Instituto Arayara em colaboração com o Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) associou as atividades carboníferas no município de Candiota a 1,3 mil mortes e prejuízos de R$ 11,7 bilhões em saúde até 2040.

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