Estudo: a religião pode proteger os jovens de transtornos de ansiedade

Foto: lhon karwan/Unplash

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20 Março 2026

Cientistas alemães examinaram a mudança de valores nas últimas décadas e suas consequências para a saúde mental. Suas descobertas em relação aos jovens são surpreendentes.

A informação é publicada por Katholisch, 18-03-2026.

Segundo um novo estudo, a crença religiosa é um fator de proteção crucial para a saúde mental de crianças e adolescentes. Países onde a religiosidade diminuiu significativamente apresentam um aumento comparativamente alto nos transtornos de ansiedade. A informação foi divulgada pela Universidade Ruhr de Bochum nesta quarta-feira. Uma equipe do Centro de Pesquisa e Tratamento em Saúde Mental analisou dados de 70 países em todos os continentes entre 1989 e 2022.

A análise baseou-se em dados de saúde relativos à prevalência de transtornos de ansiedade em bebês, crianças e adolescentes nos países em questão. Além disso, foram incorporados ao estudo dados culturais da Pesquisa Mundial de Valores. Essa rede global de ciências sociais examina a transformação dos valores culturais e seu impacto na vida política e social.

Tendência em direção à independência e individualidade

Nos países ocidentais, a promoção da independência e da individualidade das crianças é cada vez mais considerada desejável. Essa mudança de perspectiva pode, segundo a análise, contribuir para o desenvolvimento de ansiedades em crianças e adolescentes nesses países.

Em todos os continentes, o declínio da religiosidade na educação infantil é um fator de risco importante para transtornos de ansiedade. "Presumivelmente porque a religiosidade promove um senso de pertencimento e dá direção à vida", afirmou o coautor Leonard Kulisch em um comunicado à imprensa. Quando a religião desaparece gradualmente como recurso, um vazio pode surgir. "As famílias ficam mais solitárias, têm redes sociais menos estáveis ​​e as rotinas diárias se perdem." Tais condições, no entanto, são cruciais para que as crianças cresçam mentalmente saudáveis.

A participação em clubes é recomendada como alternativa

Nesse contexto, o estudo oferece importantes pontos de partida para pais e para a reflexão sobre as atitudes da sociedade, segundo a Universidade do Ruhr. "Individualidade e independência são úteis nos sistemas econômicos atuais para manter a competitividade e promover a inovação", afirmou Kulisch. "No entanto, nos países ocidentais, a expressão desses valores ultrapassou um nível saudável."

À medida que a religião, como fonte de comunidade e significado na educação, perde importância em muitos lugares, torna-se cada vez mais importante fortalecer formas alternativas de promover esses fatores de proteção nas crianças. "A participação em clubes e grupos, bem como o engajamento cívico, podem ser fatores importantes para combater o desenvolvimento de transtornos de ansiedade." Creches e escolas também devem trabalhar especificamente para fomentar um senso de comunidade entre crianças e jovens em suas instituições.

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