A Casa Branca repreende o Vaticano. "Ausência lamentável no Conselho"

Foto: Joyce N. Boghosian | Fotos Públicas

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20 Fevereiro 2026

Mais de vinte países, entre membros e observadores — como a Itália, representada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani — estarão presentes hoje no Instituto da Paz Donald J. Trump para a reunião do Conselho da Paz. O Vaticano não estará presente. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reservou uma resposta após a decisão da Santa Sé de não aderir ao órgão criado por Trump e apoiado pelas Nações Unidas como parte da resolução sobre o plano para Gaza. Leavitt classificou a decisão como "muito lamentável". "O Conselho é uma organização legítima; a paz não deve ser uma questão partidária, política ou controversa."

A reportagem é de Alberto Simoni, publicada por La Stampa, 19-02-2026. A tradução é de Luisa Rabolini

A Santa Sé recebeu o convite em janeiro, mas recusou "devido à sua natureza particular, que evidentemente não é aquela de outros Estados", disse o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, na terça-feira. O cardeal enfatizou que, em nível internacional, "deveria ser a ONU a gerir situações de crise".

E precisamente esse aspecto — ou seja, a extensão do mandato do Conselho de Paz muito além do perímetro de Gaza, colocando-se como uma alternativa às Nações Unidas — levou a grande maioria das nações europeias a não aderir. Os únicos membros efetivos são a Hungria e a Bulgária, esta última aguardando a aprovação formal do parlamento.

Outros países, como a Itália, participam como observadores. O ministro Tajani chegou a Washington durante a noite. O chanceler alemão, Friedrich Merz, que só anunciou sua intenção de ir a Washington na segunda-feira, enviou um funcionário do Ministério das Relações Exteriores. A Comissão Europeia será representada por Dubravka Suica, Comissária para o Mediterrâneo. A decisão da equipe de Ursula von der Leyen gerou considerável descontentamento. Durante a reunião do Conselho com seus pares, o Representante Permanente da França junto à UE expressou "críticas bastante explícitas" à decisão da Comissão. Em todo caso, segundo fontes de Bruxelas, estarão presentes delegados de 14 países europeus, todos como observadores. O status dos enviados varia: enquanto a Itália está representada no mais alto nível com o Vice-Presidente do Conselho (assim como a República Tcheca), a Polônia enviará um assessor presidencial, enquanto Chipre e Grécia enviarão, respectivamente, o ministro das Relações Exteriores e um vice-ministro.

Em suma, os europeus estão representados sem nenhuma qualificação específica, enquanto Trump pode contar com o apoio de quase todo o mundo árabe. Israel também estará presente: o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, já desembarcou.

"O presidente", disse Leavitt, "tem um plano ousado e ambicioso e uma visão para reconstruir Gaza, que está em andamento justamente graças ao Conselho de Paz."

Hoje, Trump anunciará que doadores já prometeram US$ 5 bilhões para a reconstrução da Faixa de Gaza e ajuda humanitária. A Casa Branca também especificou que "milhares de homens estão estarão prontos para se unir à força de estabilização".

O principal problema diz respeito às regras de engajamento e o que se espera que façam esses soldados — a Indonésia teria posto à disposição 8.000. A questão-chave é o desarmamento do Hamas; fontes diplomáticas especificaram que isso continua sendo uma questão crítica, já que as operações de desarmamento teriam sido "concluídas em apenas 50%". Há áreas ainda sob o controle das milícias onde o Hamas permanece armado. Esse é um elemento que levou repetidamente os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, a dizerem que "a reconstrução naquelas áreas não pode começar". O Departamento de Estado, no entanto, vazou que o plano para Gaza "não está paralisado; nada poderia estar mais longe da verdade", mas reconhece que "ninguém tem ilusões sobre a desmilitarização".

A reunião de hoje deveria durar pouco mais de uma hora e meia. O discurso de Trump está agendado para 45 minutos. O secretário de Estado Marco Rubio presidirá a reunião, e espera-se que Witkoff e Kushner façam breves intervenções. O encerramento deveria ser realizado por J.D. Vance.

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