O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) escreve ao Fórum de Davos: "Profundamente alarmado" com "a atual trajetória perigosa"

Foto: World Economic Forum/CHeeney | Flickr

Mais Lidos

  • Guerra contra o Irã: o “início do fim do governo” de Trump

    LER MAIS
  • Regret Nothing: a fotografia de um masculinismo capturado. Artigo de Jacqueline Muniz

    LER MAIS
  • Ao transformar a Palestina em um experimento de aniquilação sem consequências, EUA e Israel desenham o futuro da realidade: um mundo onde a força bruta substitui as leis e a sobrevivência humana está sob risco absoluto, salienta o jornalista

    Gaza: o laboratório da barbárie do Ocidente em queda aponta para o futuro da humanidade. Entrevista especial com Raúl Zibechi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Janeiro 2026

O Conselho Mundial de Igrejas, que representa mais de 500 milhões de cristãos em todo o mundo, expressa preocupação "com o enfraquecimento da ordem mundial baseada em regras".

A reportagem é publicada por 7 Margens e reproduzida por Religión Digital, 22-01-2026.

O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Jerry Pillay, dirigiu uma mensagem aos participantes do Fórum Econômico Mundial, reunidos nestes dias em Davos (Suíça), na qual afirma que os membros da organização, que reúne 356 igrejas-membro (que, juntas, representam mais de quinhentos milhões de cristãos em todo o mundo), estão "profundamente alarmados com os recentes desenvolvimentos geopolíticos e o enfraquecimento da ordem mundial baseada em regras".

Recordando que o tema do Fórum deste ano é "Um espírito de diálogo", Jerry Pillay destaca em sua carta que tal diálogo é essencial "em contraste com a atual trajetória perigosa dos assuntos mundiais".

O pastor da Igreja Presbiteriana alerta, em particular, sobre "a priorização do lucro em detrimento das pessoas, o declínio da cooperação internacional e a disseminação de informações falsas que minam a confiança na ciência", que, segundo ele, estão "corroendo progressivamente os alicerces da solidariedade e da compaixão para as quais nossa fé nos chama".

Ele acrescenta que "um espírito de diálogo reforçado" continua sendo essencial porque a crise climática está "sobrecarregando a capacidade política e moral do mundo de responder, deixando as comunidades mais vulneráveis ​​expostas a danos crescentes e evitáveis".

Cultivar uma ordem social baseada em valores

Na perspectiva do Secretário-Geral do CMI, as autoridades políticas, os agentes econômicos, a sociedade civil e os líderes religiosos “compartilham uma vocação vital: cultivar uma ordem social baseada em valores, enraizada na verdade, na justiça, na responsabilidade mútua, na compaixão e no amor”. E somente essa ordem é “capaz de sustentar a vida quando os sistemas políticos falham e os incentivos de mercado se distorcem”.

Portanto, o Conselho Mundial de Igrejas convoca os participantes reunidos em Davos até sexta-feira, 23 de janeiro, a abordar as ameaças identificadas “com honestidade e urgência”. “É nossa oração e esperança que um ‘espírito de diálogo’ se traduza em ações concretas para criar um mundo mais justo, equitativo e pacífico para todas as pessoas e toda a criação”, conclui a mensagem.

Leia mais