Oitenta países e organizações já aderiram ao Plano de Ação em Saúde de Belém

Foto: Rafael Medelima / COP30

Mais Lidos

  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS
  • Venezuela: Trump assume o controle dos campos de petróleo. Caracas negocia, provocando a ira da China

    LER MAIS
  • “Trump mantém o chavismo vivo porque é ele quem controla a Venezuela”. Entrevista com José Natanson, cientista político

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Novembro 2025

Projeto é o primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado exclusivamente à saúde.

A reportagem é publicada por Climainfo, 14-11-2025.

Em seu 4º dia, a COP30 teve a saúde como tema, com diversos debates nas Zonas Azul e Verde da conferência. O dia foi marcado pelo lançamento feito pelo Ministério da Saúde do Brasil do Plano de Ação em Saúde de Belém. É o primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado exclusivamente à saúde, informa a Agência Brasil, e já conta com amplo apoio de países e organizações.

O plano possui três eixos principais: vigilância e monitoramento; atendimento à população; e inovação tecnológica. O objetivo da proposta é fortalecer os sistemas de saúde frente ao aumento dos eventos climáticos extremos, tanto em intensidade como em frequência, e reduzir seus impactos sobre as populações.

Foi a primeira vez que o tema da saúde entrou na pauta de uma COP, segundo o R7. Por isso, a CEO da COP30, Ana Toni, destacou a liderança do Brasil no tema: “No Brasil temos o Sistema Único de Saúde e trazer o SUS para o coração da COP traz o tema da saúde como prioridade.”

Coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scanavinno, explicou na reunião de apresentação do tema que a organização pode contribuir com experiências demonstrativas a partir do seu trabalho com comunidades da região do Tapajós. “É um plano que prevê reforço maior à questão hídrica, ao saneamento, ao monitoramento, à vigilância participativa. Que prevê tecnologia de ponta na ponta e valorizar os conhecimentos ancestrais.”

De acordo com o governo, o plano já tem o apoio de pelo menos 80 países e organizações. No seu lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a saúde é um dos setores mais impactados em tragédias climáticas. Ele exemplificou os impactos sofridos na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR), atingida por um tornado na semana passada.

Além do plano internacional, o dia foi marcado pelo anúncio de recursos para a saúde. Na Zona Azul, entidades filantrópicas reunidas na Coalizão dos Financiadores do Clima e Saúde anunciaram investimento de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para combater impactos das mudanças climáticas na saúde, informam Brasil de Fato e Correio Braziliense.

O Sul, TVT, Revista Amazônia, CNN e CBN também falaram sobre o Plano de Ação em Saúde de Belém.

Leia mais