Do Carandiru ao Rio de Janeiro: a dor que se repete. Nota pública da Pastoral Carcerária Nacional

Fonte: Pastoral Carcerária Nacional

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

30 Outubro 2025

“Hoje, o Rio de Janeiro chora por todas as vidas perdidas - moradores, familiares e também policiais - pois toda morte, em qualquer contexto, é uma ferida aberta no tecido social. Que esta dor se converta em reflexão e compromisso coletivo com a justiça, a dignidade e a vida”, escreve a Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária Nacional.

Eis a nota.

A Pastoral Carcerária Nacional manifesta profundo pesar diante dos acontecimentos recentes na cidade do Rio de Janeiro, nos Complexos da Penha e do Alemão, onde uma megaoperação policial resultou na perda de mais de 130 vidas. Trata-se de uma tragédia que já ultrapassa, em número de vítimas, o Massacre do Carandiru, perpetuando uma dolorosa marca na história de nosso país.

A forma como a força estatal interveio mantém viva uma cultura de violência institucional que, como sociedade, já deveríamos ter superado. A violência jamais pode ser instrumento legítimo de construção da paz.

Hoje, o Rio de Janeiro chora por todas as vidas perdidas - moradores, familiares e também policiais - pois toda morte, em qualquer contexto, é uma ferida aberta no tecido social. Que esta dor se converta em reflexão e compromisso coletivo com a justiça, a dignidade e a vida.

A Pastoral Carcerária Nacional reafirma seu compromisso com a defesa incondicional da vida e da dignidade humana, em todos os espaços e circunstâncias. Estendemos nossa solidariedade e nossas orações às comunidades atingidas e, de modo especial, aos familiares que choram seus entes queridos neste momento de imensa dor - um tempo em que, lamentavelmente, irmãos continuam matando irmãos.

Que esta tragédia sirva como chamado à conversão social e institucional, para que possamos construir um país com menos armas e mais vida; menos desespero e mais esperança; menos repressão e mais convivência humana, justa e solidária.

Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5,9)

Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária

Leia mais