Megaoperação no Rio: Defensoria denuncia abusos na Penha e no Alemão

Foto: Jens Hausherr/Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

29 Outubro 2025

  Segundo relatório da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado, a megaoperação envolvendo cerca de 2.500 policiais civis e militares que foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em diversas violações de direitos e abusos contra moradores.

A informação é de Gustavo Kaye, publicada por Agenda do Poder, 28-10-2025. 

Buscas indevidas e socorro negado

O documento da Defensoria destaca que moradores relataram buscas em residências sem mandados, pessoas impedidas de sair para trabalhar e socorro negado a quem passou mal durante a operação. Entre os casos registrados, uma mulher grávida teria sido agredida ao questionar a exigência de mostrar seu telefone celular.

Tiros indiscriminados e incêndios em casas

Moradores do Alemão relataram disparos em ruas residenciais e tiros vindos de helicópteros. O relatório cita ainda que agentes teriam ateado fogo em casas para forçar supostos traficantes a saírem. Vídeos recebidos pela Defensoria mostram pessoas sendo agredidas dentro de casa e uma senhora que sofreu um infarto e só recebeu atendimento após intervenção do órgão.

Uso de explosivos e drones na Penha

No complexo da Penha, moradores denunciaram o uso de bombas e granadas por policiais, além de drones lançando explosivos em residências. Todas as denúncias e imagens coletadas serão encaminhadas ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública e ao Ministério Público do Rio para investigação.

Defensoria atua como canal entre população e Justiça

A Ouvidoria da Defensoria Pública é acionada sempre que há operações de grande porte, servindo como ponte entre os territórios afetados e o Ministério Público. As denúncias recebidas são analisadas para que providências legais possam ser tomadas diante de abusos ou violações de direitos humanos.

Leia mais