Cardeal alerta bispos: eles não são mestres, mas guardiões

Foto: Vatican Media

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09 Setembro 2025

O Cardeal Luis Antonio Tagle pediu aos cerca de 80 bispos recém-nomeados de todo o mundo que compreendam sua tarefa como uma tarefa de serviço, não de dominação. "É o Espírito Santo que nos nomeia. Nunca devemos nos esquecer disso", disse o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, em Roma, no fim de semana, segundo a agência de notícias Fides. A Igreja é o "rebanho de Deus", enquanto os bispos são meramente "guardiões" e não mestres. Eles são chamados a conduzir o "rebanho segundo a vontade e o desejo" de Deus, disse Tagle.

A reportagem é publicada por Katholisch.de, 08-09-2025.

Os bispos estão atualmente participando de um curso de formação continuada organizado pelo Vaticano, que tradicionalmente ocorre em setembro e tem sido parte integrante do programa da Cúria Romana desde 1994. Este curso tem como objetivo dar aos bispos a oportunidade de abordar os muitos desafios inerentes ao exercício de seu ministério.

Nenhum mérito pessoal

O ofício episcopal não é uma distinção nem um mérito pessoal, enfatizou Tagle. "É um dom que não merecemos. Devemos aceitá-lo todos os dias com humildade e gratidão". Ao mesmo tempo, o cardeal alertou contra a tentação de ver a Igreja e seus fiéis como posses. Como bispos, eles são chamados a promover os dons do Espírito Santo presentes na comunidade. "É triste quando um bispo, que tem a graça de ser um administrador do povo de Deus, se comporta como um dono", disse Tagle.

Ele criticou particularmente a forma como algumas dioceses tratam as religiosas. É doloroso ouvir suas experiências, segundo as quais são tratadas "quase como escravas e não como filhas da Igreja". Às vezes, seu voto de pobreza é explorado para negar-lhes uma vida digna ou uma participação justa. Tagle enfatizou a comunidade como uma característica central de um ministério episcopal frutífero: o Espírito Santo concede diferentes dons, talentos e culturas, "mas é o mesmo Espírito que une a todos". Portanto, o bispo é especialmente desafiado a lidar com a diversidade.

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