#VetaTudoLula começa a ganhar força contra o PL da Devastação

Foto: Pexels | Composição: ClimaInfo

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21 Julho 2025

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ignorou a intensa mobilização de organizações da sociedade civil, iniciativa privada, de artistas e protestos nas ruas contra o PL da Devastação (2.159/2021) e “passou a boiada” sobre o licenciamento ambiental no Brasil. Agora o foco se volta para o presidente Lula – que tem até 15 dias úteis após o recebimento do texto para sancioná-lo, integralmente ou com vetos, ou vetá-lo na íntegra.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 21-07-2025.

A Central da COP, editada por Roberto Kaz (Observatório do Clima) no jornal O Globo, chamou a infame votação de 17 de julho de “Congressazo” – uma alusão ao “Maracanazo”, histórica derrota da seleção brasileira de futebol pelo Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã. E a comparou também à vexaminosa derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014.

Diante disso, o secretário-executivo do OC, Marcio Astrini, defendeu que a mobilização se fortaleça para convencer o presidente Lula a vetar o PL da Devastação. “A sociedade civil vai continuar muito mobilizada, talvez até mais ainda agora, porque é a chance de reversão de todos esses absurdos se encontra na mesa do presidente da República”, explicou ao Correio Braziliense.

A mobilização vai além de manifestos e campanhas nas redes sociais. Com os povos tradicionais sendo os mais afetados pelo PL da Devastação, já que o texto flexibiliza a consulta livre, prévia e informada a essas comunidades, mulheres indígenas organizam uma marcha à Brasília para protestar contra a aprovação do projeto e pedir seu veto, informou a Agência Brasil.

A repercussão negativa da aprovação do PL pelos deputados brasileiros não ficou contida nas fronteiras do território brasileiro. A Folha repercutiu a resposta de entidades internacionais à ação nefasta dos deputados, que engrossam o coro que pedem a Lula que vete o PL. O grupo inclui ActionAid, Global Canopy, UCLouvain e Stockholm Environment Institute, entre outras organizações.

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