Cheia no Amazonas afeta mais de meio milhão de pessoas

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

Mais Lidos

  • Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

    O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

    LER MAIS
  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS
  • Dossiê Fim da escala 6x1: Redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6X1 - As lutas pelo direito ao trabalho no Brasil. Artigo de Ricardo T. Neder

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Julho 2025

Velocidade da elevação das águas demonstra alteração do ciclo hidrológico padrão, após secas drásticas atingirem o rio Negro em 2024.

A informação é publicada por ClimaInfo, 08-07-2025.

O Amazonas enfrenta uma das piores cheias de sua história, com 40 dos 62 municípios em situação de emergência e outros 18 em alerta. O Rio Negro atingiu 29,02 metros em Manaus, nível considerado crítico, deixando milhares de desabrigados e causando perdas materiais e agrícolas. Famílias tiveram casas inundadas, bens destruídos e colheitas perdidas, enquanto alunos estão dependendo de aulas online devido à interrupção das atividades escolares presenciais.

Embora não tenha batido o recorde de 2021 (30,02 metros), a cheia deste ano se destacou pela velocidade de elevação das águas. O secretário de Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, atribui o fenômeno a chuvas intensas após um período de estiagem extrema no final de 2024, quando o rio chegou a apenas 12,11 metros. Apesar das precipitações continuarem em Roraima e no norte do estado, a expectativa é que o nível comece a baixar gradualmente nos próximos dias.

As alterações no ciclo hidrológico tradicional da região acenderam alertas para os impactos das mudanças climáticas. Eventos extremos, como enchentes e secas recordes, tendem a se repetir enquanto não houver redução efetiva do aquecimento global. O Amazonas já conta com um comitê permanente para monitorar crises, mas a vulnerabilidade habitacional e a falta de infraestrutura agravam os riscos para a população.

Para mitigar os efeitos da cheia, o estado enviou 580 toneladas de alimentos, 57 mil copos de água, kits médicos e purificadores móveis às áreas atingidas. A Defesa Civil reforça a necessidade de preparação contínua, já que o desequilíbrio ecológico global deve manter a Amazônia sob constante ameaça de eventos extremos. Enquanto isso, as comunidades afetadas seguem em luta para reconstruir suas vidas.

Estadão, UOL, R7, Jornal do Commercio, Istoé Dinheiro, Istoé, entre outros, noticiaram a cheia no Amazonas.

Leia mais