28 Março 2025
"Agora tudo será deixado para as administrações de cada estado que farão o que acharem melhor", escreve Tonio Dell'Olio, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 26-03-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.
Para entender melhor para onde os Estados Unidos estão indo, seria preciso olhar atentamente para algumas das decisões do governo Trump que correm o risco de não serem percebidas, apesar de sua gravidade. Entre elas está a expulsão de Ebrahim Rasool, embaixador da África do Sul nos EUA, considerado persona non grata. Além de ter citado Israel para responder por crimes contra a humanidade perante o Tribunal Penal Internacional, a África do Sul, por meio de seu representante nos EUA, expressou juízos particularmente pesados em relação ao governo, mas também o Secretário de Estado chegou ao ponto de acusar o governo de Pretória de adotar políticas de apartheid contra os brancos (afrikaners) que vivem na África do Sul.
A outra medida de Trump que tem gravíssimas consequências na vida dos estadunidenses é o fechamento do Departamento de Educação, considerado “prejudicial por promover políticas progressistas sobre inclusão, igualdade e diversidade”. O departamento administra os fundos federais para promover a educação, incluindo 18,4 bilhões de dólares destinados para as escolas nas áreas mais pobres do país e 15,5 bilhões para o apoio a estudantes portadores de deficiência” (Il Sole 24 ore), além de 1600 bilhões de dólares para estudantes universitários. Agora tudo será deixado para as administrações de cada estado que farão o que acharem melhor. Como por exemplo, na Flórida, onde um professor foi demitido por mostrar o Davi de Michelangelo em sala de aula.