Na semana do Dia Internacional das Mulheres, o IHU promove dois eventos sobre o tema

Primeira atividade será na hoje, 07-03, às 17h30min, e segunda na sexta, às 10h30min

Arte: IHU

07 Março 2024

Dentro do Gênese, Missão e Rotas do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, uma espécie de carta de princípios e um norte para as ações do IHU, há cinco grandes áreas orientadoras que pautam suas reflexões e ações. E uma das áreas é Mulheres: sujeito sociocultural, ou seja, abordar o temas referentes as mulheres de forma transdisciplinar é algo primordial ao IHU. Por isso, nesta semana do Dia Internacional da Mulher, preparamos duas atividades que buscam promover os debates sobre a situação da mulher em nosso tempo.

A primeira atividade ocorre hoje, quinta-feira, 07-06-2024, a partir das 17h30min. É uma videoconferência com transmissão ao vivo pelos canais do IHU nas redes, dentro do espaço do IHU ideias, às 17h30min. Rafaela Caporal, da ONG Themis, e Yara Stockmanns, do Centro Jacobina de São Leopoldo, debaterão Violência doméstica e feminicídios no Rio Grande do Sul. Resistências e enfrentamentos.

 

Os dados sobre violência de gênero são sempre estarrecedores. Para se ter ideia, em 2023, a Central de Atendimento à Mulher, do governo federal, recebeu quase 75 mil denúncias de violência pelo 180. No Rio Grande do Sul, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública, uma mulher é vítima de agressão ou ameaça a cada 10 minutos. Mas, infelizmente, a violência física e o assédio são somente as faces mais duras do que passam as mulheres. No mercado de trabalho, elas também sofrem outro tipo de violência, que passa por desqualificação e até recebem salários menores que homens. O Boletim Especial sobre as Mulheres no Mercado de Trabalho, produzido pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas, aponta que a proporção do rendimento médio dos homens em todas as regiões estudadas é superior ao total, enquanto a proporção do rendimento médio das mulheres é sempre inferior. A menor diferença é no Brasil, com -12,8%, e a maior diferença e na Região Metropolitana de Porto Alegre, com -15,3%.

Saiba mais sobre as painelistas

Rafaela Caporal

Bacharela em Direito pelo Centro Universitário Metodista, coordenadora da área de enfrentamento às violências da Themis Gênero Justiça e Direitos Humanos. É advogada Especialista em Gênero e Sexualidade, membra do Fórum do Aborto Legal do Rio Grande do Sul.

Rafaela (Foto: acervo pessoal)

Yara Stockmanns

É coordenadora do Centro Jacobina de Atendimento e Apoio à Mulher da Prefeitura Municipal de São Leopoldo e coordenadora da Rede de Enfrentamento à violência contra a Mulher. Artista plástica,  ela também atua como Promotora Legal Popular, no movimento de mulheres e ambiental.

 

Yara (Foto: acervo pessoal)

Lutas e resistências cotidianas

A segunda atividade alusiva ao Dia Internacional das Mulheres promovida pelo IHU tem uma proposta diferente: queremos ouvir as mulheres. Seguidamente, chamamos professoras, advogadas, sociólogas, economistas, assistentes sociais, historiadoras e muitas outras para falar de temas conjunturais que sempre são caros ao IHU. Mas o que diferencia elas de professores, advogados, sociólogos, economistas, assistentes sociais, historiadores e muitos outros é que elas não são somente profissionais em um mercado de trabalho. Elas ainda têm que dar conta dos filhos, da casa e da economia doméstica, muitas vezes até dos próprios pais, das suas próprias questões, o que as enreda numa rotina sem fim.

Por isso, neste encontro, chamado Dia Internacional das Mulheres. O cotidiano e as lutas das mulheres. Relatos, queremos ouvir uma outra voz da Karina Camillo, não da militante do Movimento de Lula pela Moradia – MLM ou secretária municipal de São Leopoldo; da Fernanda Frizzo Bragato, não da professora Programa de Pós-graduação em Direito da Unisinos; e da Marilene Maia, não da combativa professora e assistente social.

E mais: na voz de nossa colega da equipe de higienização que atua na Unisinos Carla Viviane Soares da Luz, queremos escutar todas aquelas que começam sua luta muito antes do sol raiar e descansam só depois de que todos na casa já foram dormir.

A roda de conversa, no formato de live, ocorre em 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a partir das 10h30min, e tem transmissão pelos canais do IHU.

 

Conheça nossas convidadas

Karina Camillo

É mulher chefe de família, mãe de Daniel, 22 anos, e João Eduardo, 11 anos. Formada em Serviço Social pela Universidade Anhangüera.

 

Karina (Foto: acervo pessoal)

É militante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM há 20 anos, onde é coordenadora estadual. É atualmente secretária de Habitação no município de São Leopoldo.

Fernanda Frizzo Bragato

É mãe de Lara, 10 anos, e Fernando, 7 anos, casada com Mário. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e mestrado e doutorado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos. Também realizou pós-doutorado em Direito no Birkbeck College of University of London.

Fernanda (Foto: acervo pessoal)

Leciona no Programa de Pós-graduação em Direito da Unisinos e é professora visitante Fulbright na Cardozo Law School, nos Estados Unidos. Coordena o Núcleo de Direitos Humanos da Unisinos. Entre seus os livros publicados, destacamos: O conteúdo jurídico dos direitos humanos: direitos civis e políticos nos instrumentos internacionais (Brasília: ENADPU, 2022).

Marilene Maia

Meni, como é carinhosamente conhecida, é mãe do Francisco, com 29 anos, e do Vicente, com 26 anos. Divorciada, está celebrando uma segunda união, agora com seu companheiro Ayres. Atuou como professora e assistente social por 36 anos na Unisinos, grande parte destes anos no Instituto Humanitas Unisinos – IHU. é doutora, mestra e graduada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS.

Marilene (Foto: acervo IHU)

É especialista em Serviço Social e Política Social pela Universidade de Brasília – UnB, em Ativação de Processos de Mudança na Formação Superior de Profissionais de Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP/Fiocruz, em Administração e Planejamento de Bem-estar Social pela PUCRS.

Carla Viviane Soares da Luz

Casada com Gilson, é mãe de Pablo Ricardo, 25 anos, e Tauane Raissa, 16 anos. Moradora de São Leopoldo, trabalhou durante muito tempo como empregada doméstica.

Carla (Foto: acervo pessoal)

Foi confeiteira e boleira, ofícios que, segundo ela, requerem muita responsabilidade. Por isso, desde que passou a trabalhar no campus Unisinos São Leopoldo, na equipe de higienização, deixou de fazer bolos. Isto é, comercialmente. Muito querida entre os colegas, é famosa por preparar “um bolinho” para os companheiros de trabalho.

Leia mais