Papa Francisco contra a guerra

Foto: Reprodução | Vatican News

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06 Junho 2023

Francisco invoca a paz e se inspira no encontro com os peregrinos que chegaram de Sotto il Monte (Bergamo) e Concesio (Brescia), vilarejos de origem de João XXIII e Paulo VI, seus dois predecessores por ele proclamados santos. “A terra se trabalha juntos, se trabalha para todos e se trabalha em paz; com guerra, egoísmo e divisão só se consegue devastá-la, como infelizmente estamos vendo em muitas partes do mundo e de maneiras diferentes”.

A reportagem é de Carlo Marroni, publicada por Il Sole 24 Ore, 04-06-2023.

A ocasião é também para celebrar o 60º aniversário da encíclica Pacem in Terris, documento central da pastoral da Igreja do Papa Roncalli no tempo da Guerra Fria EUA-URSS, guerra que estava prestes a se transformar em conflito aberto.

E é naquela época de gravíssimas tensões e conflitos regionais a que Bergoglio claramente faz referência, falando dos dois papas que “tiveram que enfrentar graves perigos como o terrorismo e a Guerra Fria. E diante de tudo isso, a história nos testemunha que eles foram ‘pastores segundo o coração de Deus’ que souberam buscar a ovelha perdida, trazer de volta aquela perdida, curar aquela ferida, fortalecer aquela doente, cuidar da obesa e da forte, apascentar com justiça e misericórdia".

Em especial – o evento não é citado, mas fica claro a que se refere – permanece central para a ação de João XXIII a mensagem de rádio (em francês) que dirigiu aos Estados Unidos e à URSS na noite de 23 para 24 de outubro de 1962, que talvez não tenha sido decisiva, mas certamente teve seu peso na superação da crise dos mísseis e da guerra nuclear.

Desde 2015, Francisco fala da terceira guerra mundial "combatida aos pedaços" e todos os dias condena a guerra na Ucrânia: está acionando as possíveis alavancas da diplomacia vaticana para abrir caminho para o diálogo entre Moscou e Kiev, a partir da nomeação do Cardeal Matteo Zuppi enviado para uma missão de paz.

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