“É preciso transformar uma economia que mata em uma economia da vida”. Discurso do Papa Francisco

Papa Francisco com os jovens do encontro Economia de Francisco | Foto: Vatican Media

26 Setembro 2022

 

A terra “queima” e está “ficando em ruínas”. Não basta “fazer uma maquiagem”, retocando aqui e ali. É preciso mudar imediatamente o “modelo de desenvolvimento”, limpar o sistema que “mata”, sem esperar a “próxima cúpula internacional”.

 

Publicamos aqui o discurso que o Papa Francisco dirigiu aos jovens durante o evento “Economia de Francisco”, nesse sábado, 24 de setembro, em Assis, na Itália.

 

O discurso foi publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

 

Caríssimas e caríssimos jovens, bom dia! Saúdo a todos vocês que vieram, que tiveram a oportunidade de estar aqui, mas também gostaria de saudar a todos aqueles que não puderam chegar aqui, que ficaram em casa: lembremos a todos! Estamos unidos, todos: eles de onde estão, nós aqui.

 

Esperei por mais de três anos por este momento, desde que, no dia 1º de maio de 2019, lhes escrevi a carta que os convocou e depois os trouxe aqui em Assis. Para muitos de vocês – acabamos de ouvir – o encontro com a Economia de Francisco despertou algo que vocês já tinham dentro. Vocês já estavam comprometidos criando uma nova economia; aquela carta os uniu, deu-lhes um horizonte mais amplo, fez-lhes sentir parte de uma comunidade mundial de jovens que tinham a mesma vocação que vocês. E quando um jovem vê em outro jovem seu mesmo chamado, e depois essa experiência se repete com centenas, milhares de outros jovens, então coisas grandes se tornam possíveis, até mesmo esperar na mudança de um sistema enorme, um sistema complexo como a economia mundial.

 

Aliás, hoje, falar de economia quase parece coisa antiga: hoje se fala de finanças, e as finanças são uma coisa aquosa, uma coisa gasosa, não é possível aferrá-la. Certa vez, uma boa economista em nível mundial me disse que fez uma experiência de encontro entre economia, humanismo e religião. E esse encontro foi bom. Ela quis fazer o mesmo com as finanças e não conseguiu. Cuidado com essa “gasosidade” das finanças: vocês devem retomar a atividade econômica a partir das raízes, das raízes humanas, como foram feitas. Vocês, jovens, com a ajuda de Deus, sabem fazer isso, podem fazer isso; os jovens fizeram isso outras vezes ao longo da história.

 

Vocês estão vivendo sua juventude em uma época nada fácil: a crise ambiental, depois a pandemia e agora a guerra na Ucrânia e as outras guerras que continuam há anos em diversos países estão marcando a nossa vida. A nossa geração deixou de herança para vocês muitas riquezas, mas não soubemos proteger o planeta e não estamos protegendo a paz. Quando vocês ouvem que os pescadores de San Benedetto del Tronto em um ano retiraram do mar 12 toneladas de sujeira e plástico e coisas assim, vocês veem que não sabemos proteger o ambiente. E, consequentemente, não protegemos sequer a paz. Vocês são chamados a se tornar artesãos e construtores da casa comum, uma casa comum que está “ficando em ruínas”. Digamo-lo: é assim.

 

 

Uma nova economia, inspirada em Francisco de Assis, pode e deve hoje ser uma economia amiga da terra e uma economia de paz. Trata-se de transformar uma economia que mata (cf. exortação apostólica Evangelii gaudium, n. 53) em uma economia da vida, em todas as suas dimensões. Chegar àquele “bem viver”, que não é a doce vida ou passar bem, não. O bem viver é aquela mística que os povos aborígenes nos ensinam a ter em relação à terra.

 

Apreciei a escolha de vocês de modelar este encontro de Assis a partir da profecia. Gostei daquilo que vocês disseram sobre as profecias. A vida de Francisco de Assis, depois de sua conversão, foi uma profecia, que continua até o nosso tempo. Na Bíblia, a profecia tem muito a ver com os jovens. Quando Samuel foi chamado, ele era um menino; Jeremias e Ezequiel eram jovens; Daniel era um rapaz quando profetizou a inocência de Susana e a salvou da morte (cf. Dn 13,45-50); e o profeta Joel anuncia ao povo que Deus derramará seu Espírito e “seus filhos e suas filhas se tornarão profetas” (3,1).

 

De acordo com as Escrituras, os jovens são portadores de um espírito de ciência e de inteligência. Foi o jovem Davi quem humilhou a arrogância do gigante Golias (cf. 1Sm 17,49-51). Com efeito, quando a comunidade civil e as empresas carecem das capacidades dos jovens, é toda a sociedade que murcha, a vida de todos se apaga. Falta criatividade, falta otimismo, falta entusiasmo, falta a coragem para arriscar.

 

Uma sociedade e uma economia sem jovens são tristes, pessimistas, cínicas. Se vocês querem ver isso, vão a essas universidades ultraespecializadas em economia liberal e olhem na cara dos jovens e das jovens que estudam lá. Graças a Deus, vocês existem: vocês não só estarão amanhã, estão hoje; vocês não são apenas o “ainda não”, vocês também são o “já”, vocês são o presente.

 

 

Uma economia que se deixar inspirar na dimensão profética se expressa hoje em uma visão nova do ambiente e da terra. Devemos nos dirigir para essa harmonia com o ambiente, com a terra. São muitas as pessoas, as empresas e as instituições que estão fazendo uma conversão ecológica. É preciso seguir em frente nesse caminho e fazer mais. Esse “mais” vocês estão fazendo e estão pedindo a todos. Não basta fazer uma maquiagem. É preciso pôr em discussão o modelo de desenvolvimento. A situação é tal que não podemos apenas esperar pela próxima cúpula internacional, que pode não ajudar: a terra está queimando hoje, e é hoje que devemos mudar, em todos os níveis.

 

Nesse último ano, vocês trabalharam sobre a economia das plantas, um tema inovador. Vocês viram que o paradigma vegetal contém uma abordagem diferente à terra e ao ambiente. As plantas sabem cooperar com todo o ambiente ao redor e, mesmo quando competem, na realidade estão cooperando pelo bem do ecossistema. Aprendamos com a mansidão das plantas: sua humildade e seu silêncio podem nos oferecer um estilo diferente do qual temos uma necessidade urgente. Porque, se falarmos de transição ecológica, mas permanecermos dentro do paradigma econômico do século XX, que depredou os recursos naturais e a terra, as manobras que adotaremos serão sempre insuficientes ou doentes nas raízes. A Bíblia está cheia de árvores e de plantas, da árvore da vida à semente de mostarda. E São Francisco nos ajuda com sua fraternidade cósmica com todas as criaturas vivas.

 

 

Nós, seres humanos, nos últimos dois séculos, crescemos às custas da terra. Foi ela quem pagou a conta! Muitas vezes, nós a saqueamos para aumentar o nosso bem-estar, e nem mesmo o bem-estar de todos, mas de um grupinho. Este é o tempo de uma nova coragem para o abandono das fontes fósseis de energia, para acelerar o desenvolvimento de fontes de impacto zero ou positivo.

 

E, além disso, devemos aceitar o princípio ético universal – mas que não agrada – de que os danos devem ser reparados. Esse é um princípio ético universal: os danos devem ser reparados. Se crescemos abusando do planeta e da atmosfera, hoje devemos aprender a fazer também sacrifícios nos estilos de vida ainda insustentáveis. Caso contrário, serão os nossos filhos e os nossos netos que pagarão a conta, uma conta que será alta demais e injusta demais.

 

Eu ouvi um cientista muito importante em nível mundial, há seis meses, que disse: “Ontem, nasceu a minha netinha. Se continuarmos assim, pobrezinha, dentro de 30 anos ela terá que viver em um mundo inabitável”. Serão os filhos e os netos que vão pagar a conta, uma conta que será alta demais e injusta demais. É preciso uma mudança rápida e decisiva.

 

Isto eu falo a sério: conto com vocês! Por favor, não nos deixem tranquilos, deem-nos o exemplo! E eu lhes digo a verdade: para viver nesse caminho, é preciso coragem e, algumas vezes, é preciso um pouquinho de heroísmo. Ouvi, em um encontro, que um rapaz de 25 anos, recém-formado como engenheiro de alto nível, não encontrava trabalho; no fim, encontrou-o em uma indústria que não sabia bem o que era; quando estudava o que ele tinha que fazer – sem trabalho, em condições de trabalhar – recusou, porque fabricavam armas. Esses são os heróis de hoje, são esses.

 

 

A sustentabilidade, depois, é uma palavra de muitas dimensões. Além da ambiental, existem também as dimensões social, relacional e espiritual. A social começa lentamente a ser reconhecido: estamos nos dando conta de que o grito dos pobres e o grito da terra são o mesmo grito (cf. encíclica Laudato si’, n. 49). Portanto, quando trabalhamos pela transformação ecológica, devemos ter em mente os efeitos que algumas escolhas ambientais produzem sobre as pobrezas. Nem todas as soluções ambientais têm os mesmos efeitos sobre os pobres e, portanto, devem ser preferidas aquelas que reduzem a miséria e as desigualdades.

 

Enquanto tentamos salvar o planeta, não podemos negligenciar o homem e a mulher que sofrem. A poluição que mata não é apenas a do dióxido de carbono. A desigualdade também polui mortalmente o nosso planeta. Não podemos permitir que as novas calamidades ambientais apaguem da opinião pública as antigas e sempre atuais calamidades da injustiça social, também das injustiças políticas. Pensemos, por exemplo, em uma injustiça política; o povo martirizado dos Rohingya que vaga de um lado para o outro porque não podem habitar em sua pátria: uma injustiça política.

 

Há ainda uma insustentabilidade das nossas relações: em muitos países, as relações das pessoas estão se empobrecendo. Especialmente no Ocidente, as comunidades se tornam cada vez mais frágeis e fragmentadas. A família, em algumas regiões do mundo, sofre uma grave crise e, com ela, a acolhida e a proteção da vida. O consumismo atual tenta preencher o vazio das relações humanas com mercadorias cada vez mais sofisticadas – as solidões são um grande negócio no nosso tempo! –, mas assim gera uma carestia de felicidade. E isso é algo ruim.

 

Pensem no inverno demográfico, por exemplo, como ele está em relação com tudo isso. O inverno demográfico onde todos os países estão diminuindo grandemente, porque não têm filhos, mas é mais importante ter uma relação afetiva com os cachorrinhos, com os gatos e seguir em frente assim... É preciso reaprender a procriar.

 

Mas, também nessa linha do inverno demográfico, está a escravidão da mulher: uma mulher que não pode ser mãe, porque, assim que a barriga começa a crescer, ela é demitida; as mulheres grávidas nem sempre podem trabalhar.

 

Por fim, há uma insustentabilidade espiritual do nosso capitalismo. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, antes de ser um buscador de bens, é um buscador de sentido. Nós todos somos buscadores de significado. É por isso que o primeiro capital de toda a sociedade é o espiritual, porque é aquele que nos dá as razões para nos levantarmos todos os dias e irmos ao trabalho, e gera aquela alegria de viver necessária também à economia.

 

O nosso mundo está consumindo rapidamente essa forma essencial de capital acumulada ao longo dos séculos pelas religiões, pelas tradições sapienciais, pela piedade popular. E assim sobretudo os jovens sofrem com essa falta de sentido: muitas vezes, diante da dor e das incertezas da vida, eles se encontram com uma alma empobrecida de recursos espirituais para elaborar sofrimentos, frustrações, decepções e lutos.

 

Vejam a porcentagem de suicídios juvenis, como aumentou: e nem todos são publicadas, eles escondem o número. A fragilidade de muitos jovens deriva da carência desse precioso capital espiritual – eu digo: vocês têm um capital espiritual? Cada um responda dentro –, um capital invisível, mas mais real do que os capitais financeiros ou tecnológicos.

 

 

Há uma urgente necessidade de reconstituir esse patrimônio espiritual essencial. A técnica pode fazer muito; ela nos ensina o “quê” e o “como” fazer: mas não nos diz o “porquê”; e assim as nossas ações se tornam estéreis e não preenchem a vida, nem mesmo a vida econômica.

 

Encontrando-me na cidade de Francisco, não posso deixar de me debruçar sobre a pobreza. Fazer economia inspirando-se nele significa se comprometer a colocar os pobres no centro. A partir deles, olhar para a economia, a partir deles, olhar para o mundo. Sem a estima, o cuidado, o amor pelos pobres, por cada pessoa pobre, por cada pessoa frágil e vulnerável, desde o concebido no útero materno à pessoa doente e com deficiência, ao idoso em dificuldade, não existe “Economia de Francisco”.

 

Eu diria mais: uma economia de Francisco não pode se limitar a trabalhar pelo ou com os pobres. Enquanto o nosso sistema produzir descartes e operarmos de acordo com esse sistema, seremos cúmplices de uma economia que mata.

 

 

Então, perguntemo-nos: estamos fazendo o suficiente para mudar essa economia ou nos contentamos em envernizar uma parede, mudando de cor, sem mudar a estrutura da casa? Não se trata de dar algumas pinceladas de verniz, não: é preciso mudar a estrutura. Talvez a resposta não esteja naquilo que nós podemos fazer, mas no modo como conseguimos abrir caminhos novos para que os próprios pobres possam se tornar os protagonistas da mudança. Nesse sentido, há experiências muito grandes, muito desenvolvidas na Índia e nas Filipinas.

 

São Francisco amava não só os pobres, mas também amava a pobreza. Esse modo de vida austero, digamos assim. Francisco ia ao encontro dos leprosos não tanto para ajudá-los, mas porque queria se tornar pobre como eles. Seguindo Jesus Cristo, despojou-se de tudo para ser pobre com os pobres.

 

Pois bem, a primeira economia de mercado nasceu no século XIII na Europa, em contato cotidiano com os frades franciscanos, que eram amigos daqueles primeiros mercadores. Essa economia criava riqueza, certamente, mas não desprezava a pobreza. Criar riqueza sem desprezar a pobreza.

 

 

O nosso capitalismo, por sua vez, quer ajudar os pobres, mas não os estima, não entende a bem-aventurança paradoxal: “Bem-aventurados os pobres” (cf. Lc 6,20). Nós não devemos amar a miséria, pelo contrário devemos combatê-la, acima de tudo criando trabalho, trabalho digno. Mas o Evangelho nos diz que, sem estimar os pobres, não se pode combater nenhuma miséria. E é a partir daqui, por sua vez, que devemos começar, também vocês, empresários e economistas: habitando esses paradoxos evangélicos de Francisco.

 

Quando eu falo com as pessoas ou confesso, eu sempre pergunto: “Você dá esmola aos pobres?”. “Sim, sim, sim!” “E quando você dá esmola ao pobre, você olha nos seus olhos?” “Hm, não sei...” “E quando você dá esmola, você joga a moeda ou toca a mão do pobre?”

 

Não olham nos olhos e não tocam; isso é um afastamento do espírito de pobreza, um afastamento da verdadeira realidade dos pobres, um afastamento da humanidade que toda relação humana deve ter.

 

 

Alguém me dirá: “Papa, estamos atrasados, quando você vai terminar?”: termino agora.

 

E, à luz dessa reflexão, gostaria de lhes deixar três indicações de percurso para seguir em frente.

 

A primeira: olhar o mundo com os olhos dos mais pobres. O movimento franciscano soube inventar na Idade Média as primeiras teorias econômicas e até os primeiros bancos solidários (os “Monti di Pietà”), porque olhava o mundo com os olhos dos mais pobres. Vocês também melhorarão a economia se olharem as coisas a partir da perspectiva das vítimas e dos descartados. Mas, para ter os olhos dos pobres e das vítimas, é preciso conhecê-los, é preciso ser amigo deles. E, acreditem em mim, se vocês se tornarem amigos dos pobres, se compartilharem a vida deles, vocês também compartilharão algo do Reino de Deus, porque Jesus disse que o Reino dos céus é deles, e por isso eles são bem-aventurados (cf. Lc 6,20). E repito: que as escolhas cotidianas de vocês não produzam descartes.

 

A segunda: vocês são acima de tudo estudantes, estudiosos e empresários, mas não se esqueçam do trabalho, não se esqueçam dos trabalhadores. O trabalho das mãos. O trabalho já é o desafio do nosso tempo e será ainda mais o desafio de amanhã. Sem trabalho digno e bem remunerado, os jovens não se tornam verdadeiramente adultos, as desigualdades aumentam. Às vezes, pode-se sobreviver sem trabalho, mas não se vive bem. Por isso, ao criarem bens e serviços, não se esqueçam de criar trabalho, um bom trabalho e trabalho para todos.

 

A terceira indicação é: encarnação. Nos momentos cruciais da história, quem soube deixar boa impressão o fez porque traduziu os ideais, os desejos e os valores em obras concretas. Ou seja, encarnou-os. Além de escrever e fazer congressos, esses homens e mulheres deram origem a escolas e universidades, a bancos, a sindicatos, a cooperativas, a instituições. Vocês mudarão o mundo da economia se, junto com o coração e a cabeça, também usarem as mãos.

 

As três linguagens. Pensamos: a cabeça, a linguagem do pensamento. Mas não só: unida à linguagem do sentimento, do coração. E não só: unida à linguagem das mãos. E você devem fazer aquilo que sente e pensa, sentir aquilo que faz e pensar aquilo que sente e faz. Essa é a união das três linguagens. As ideias são necessárias, atraem-nos muito, sobretudo quando jovens, mas podem se transformar em armadilhas, se não se tornarem “carne”, isto é, concretude, compromisso cotidiano: as três linguagens. As ideias sozinhas adoecem, e nós acabaremos em órbita, todos, se forem apenas ideias. As ideias são necessárias, mas devem se tornar “carne”.

 

A Igreja sempre rejeitou a tentação gnóstica – a gnose, a ideia apenas –, que pensa em mudar o mundo apenas com um conhecimento diferente, sem o esforço da carne. As obras são menos “luminosas” do que as grandes ideias, porque são concretas, particulares, limitadas, com luz e sombra ao mesmo tempo, mas fecundam a terra dia após dia: a realidade é superior à ideia (cf. exortação apostólica Evangelii gaudium, n. 233). Queridos jovens, a realidade é sempre superior à ideia: fiquem atentos a isso.

 

Queridos irmãos e irmãs, agradeço-lhes pelo seu empenho: obrigado. Sigam em frente, com a inspiração e a intercessão de São Francisco. E eu – se vocês estiverem de acordo – gostaria de concluir com uma oração. Eu a leio, e vocês a acompanham com o coração:

 

Pai, te pedimos perdão por termos ferido gravemente a terra, por não termos respeitado as culturas indígenas, por não termos estimado e amado os mais pobres, por termos criado riqueza sem comunhão. Deus vivo, que com o teu Espírito inspiraste o coração, os braços e a mente destes jovens e os fizeste partir a uma terra prometida, olha com bondade a sua generosidade, o seu amor, a sua vontade de gastar a vida por um ideal grande. Abençoa-os, Pai, em seus empreendimentos, em seus estudos, em seus sonhos; acompanha-os nas dificuldades e nos sofrimentos, ajuda-os a transformá-los em virtude e em sabedoria. Apoia os seus desejos de bem e de vida, sustenta-os nas suas decepções diante de maus exemplos, faz com que não desanimem e continuem no caminho. Tu, cujo Filho unigênito se fez carpinteiro, dá-lhes a alegria de transformar o mundo com o amor, com a engenhosidade e com as mãos. Amém.

 

E muito obrigado.

 

 

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