Cresce demanda no Brasil por fretamento e compra de aviões particulares

Avião Phenom 300, da Embraer. (Foto: Wikimedia Commons)

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19 Mai 2022

 

O pobre Brasil dos ricos é o segundo país com mais donos de aviões particulares no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo levantamento de 2021 da consultoria Wealth-X. São 16 mil aeronaves privadas em atividade nos ares brasileiros.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

Milionários entram em filha de espera para aquisição de aviões com entrega prevista, dependendo do modelo, só para 2025. O aquecimento da demanda, constatou o repórter Thiago Bethônico, da Folha de S. Paulo, deve-se à crise sanitária. Os super ricos querem seguir suas rotinas de viagens sem se submeter ao risco de contaminação. A oferta não acompanhou essa demanda extrema, e a falta de componentes comprometeu a produção de novas aeronaves.

 

A Líder é uma das maiores empresas de aviação executiva do Brasil e representante do Hondajet, modelo fabricado pela Honda e que custa cerca de 6 milhões de dólares (29,7 milhões de reais). A diretora da Líder, Bruna Strambi, explicou ao repórter que a alta demanda é um fenômeno global, que afeta tanto a compra de aeronaves quanto os serviços de fretamento.

 

O diretor de vendas da Líder, Anderson Maerkiewicz, revelou que até mesmo o mercado de seminovos inflacionou. Algumas aeronaves com um ou dois anos de idade chegam a ter preço maior do que uma nova de fábrica, pois clientes não querem aguardar o tempo demasiado longo de entrega.

 

“Antes da covid, o tempo que demorava entre o anúncio de uma aeronave (usada) e a venda era da ordem de vários meses, às vezes mais de um ano. Hoje, se alguém anuncia agora, já vende amanhã. É questão de horas, uma coisa impressionante”, frisou.

 

Entre os modelos mais desejados pelos compradores brasileiros está o Phenom 300, da Embraer, que custa mais de 7 milhões de dólares (cerca de 35 milhões de reais).

 

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