Covid-19 deixa rastro de óbitos entre jornalistas

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17 Agosto 2021

 

O Brasil é o país onde mais se registraram casos de jornalistas mortos por covid-19. Desde o início da pandemia, foram 278 registros de óbitos, 199 só nos sete primeiros meses de 2021. Segue-se a Índia, com 267 vítimas fatais, segundo a ONG Presse Emblem Campaign.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

O levantamento brasileiro é da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). São Paulo lidera a lista macabra, com 38 mortes. Logo após vem o Rio de Janeiro, com 29, Pará, com 23, e Paraná, com 21 casos. De abril a julho deste ano, foi registrada a média de 28,4 mortes de jornalistas por mês, um pouco inferior à marca do primeiro trimestres, de 28,6 mortes mensais!

O dado positivo, informa a Fenaj, é que o número de vítimas fatais de jornalistas por covid-19 começou a cair a partir de maio. Em julho, foram computados 17 casos. A queda de óbitos é atribuída à vacinação da população. “É necessário, entretanto, aguardar os próximos meses para verificarmos se essa tendência de queda se consolida”, advertiu Nortian Segatto, diretor da entidade e responsável pelo dossiê.

A presidenta da Fenaj, Maria José Braga, destacou a importância da imunização da categoria. É com profundo pesar, disse, que a entidade cumpre a tarefa de divulgar o número de vítimas. “Fazemos a divulgação como alerta e como homenagem aos jornalistas que perderam a vida porque estavam trabalhando, cumprindo seu importante papel social”, afirmou.

 

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